30/01/2012
25/01/2012
eu às vezes apetece-me que vocês sejam felizes hoje
ACIDENTE I
[HELDERIANA VIRULENTA]
eu às vezes apetece-me que vocês sejam felizes hoje,
roubando aos bocados. Como gotas de sono a morder alto,
rebentando nas asas.
Às vezes procuro chamar a atenção, isto é, por vezes decido morrer
para sempre. Sem anzóis a cair dos braços movendo o ritmo do ar.
E sem pena, horizontal a tudo. Então costumo ver os amigos encostados
uns aos outros, lavando árvores. Ou entrando pelo sangue, com as mãos
todas a dar olhos.
Lembro-me de vocês quando decido morrer para sempre.
E quando sou eterno, comendo folhas sentado.
Sei que há paredes brancas onde as éguas não entram. Ficamos
às vezes à conversa nos rios infinitos, chorando lentamente
uma felicidade louca. E somos loucos perguntando, chovendo
no coração louco. E nada existe que não seja apavorado e
tremendo.
Mas tu sabes. Eu quero que tu oiças. As nuvens são inteligentes
e é por elas que as nossas mãos recebem. Por tudo quanto não existe,
pondo pedras demoradas junto ao lugar do amor. Tantos mortos,
dizes,
órgãos repartidos por tanta nenhuma coisa. Nada. Tanto.
Eu sou louco e compreendo. Eu tenho o meu orgulho e a minha força.
Canso-me. Uso as minhas mãos. Deixo o coração ser alternado
e comestível. E o vento passa lá fora e eu passo cá dentro e lá fora.
E sigo o rumo das papoilas e digo que amo as coisas raras.
Neste extremo lugar dos homens,
coroado de tudo.
in Costa, Rui (2009). As Limitações do Amor São Infinitas. Sombra do Amor Edições
[HELDERIANA VIRULENTA]
eu às vezes apetece-me que vocês sejam felizes hoje,
roubando aos bocados. Como gotas de sono a morder alto,
rebentando nas asas.
Às vezes procuro chamar a atenção, isto é, por vezes decido morrer
para sempre. Sem anzóis a cair dos braços movendo o ritmo do ar.
E sem pena, horizontal a tudo. Então costumo ver os amigos encostados
uns aos outros, lavando árvores. Ou entrando pelo sangue, com as mãos
todas a dar olhos.
Lembro-me de vocês quando decido morrer para sempre.
E quando sou eterno, comendo folhas sentado.
Sei que há paredes brancas onde as éguas não entram. Ficamos
às vezes à conversa nos rios infinitos, chorando lentamente
uma felicidade louca. E somos loucos perguntando, chovendo
no coração louco. E nada existe que não seja apavorado e
tremendo.
Mas tu sabes. Eu quero que tu oiças. As nuvens são inteligentes
e é por elas que as nossas mãos recebem. Por tudo quanto não existe,
pondo pedras demoradas junto ao lugar do amor. Tantos mortos,
dizes,
órgãos repartidos por tanta nenhuma coisa. Nada. Tanto.
Eu sou louco e compreendo. Eu tenho o meu orgulho e a minha força.
Canso-me. Uso as minhas mãos. Deixo o coração ser alternado
e comestível. E o vento passa lá fora e eu passo cá dentro e lá fora.
E sigo o rumo das papoilas e digo que amo as coisas raras.
Neste extremo lugar dos homens,
coroado de tudo.
in Costa, Rui (2009). As Limitações do Amor São Infinitas. Sombra do Amor Edições
Etiquetas:
Aquiles devia ter escolhido a vida longa,
Da poesia,
Rui Costa
04/01/2012
29/12/2011
27/12/2011
Tudo o que não dizes confunde-me
Monologue Man_by_~DorOthY-ShoEs
Há coisas sobre as pessoas que eu nunca hei de entender.
Não por falta de tentativas.
26/12/2011
23/12/2011
Feliz Natal (eh eh eh)
O segredo do Natal
[ Eu também lá estive, ajudando à realização e fotografando como se não houvesse amanhã. ]
20/12/2011
19/12/2011
16/12/2011
if your homesick, give me your hand and i'll hold it

Birdy - People Help The People lyrics
God knows what is hiding in that weak and drunken heart
I guess you kissed the girls and made them cry
those Hardfaced Queens of misadventure
God knows what is hiding in those weak and sunken eyes
a Fiery throng of muted angels
Giving love and getting nothing back
People help the people
And if your homesick, give me your hand and i'll hold it
People help the people
And nothing will drag you down
Oh and if I had a brain, Oh and if I had a brain
i'd be cold as a stone and rich as the fool
That turned, all those good hearts away
God knows what is hiding, in that world of little consequence
Behind the tears, inside the lies
A thousand slowly dying sunsets
God knows what is hiding in those weak and drunken hearts
I guess the loneliness came knocking
No on needs to be alone, oh save me
Subscrever:
Mensagens (Atom)


