29/08/2010

Calvário

 Decidiste ser um mártir...

 
Cross_Roads_by_christians


... só não precisavas de me ter levado contigo para a cruz.

18/08/2010

Prelúdio de um beijo

kiss_by_keziahkiss


Os ponteiros do relógio movem-se lentamente, quanto tempo desta vez?

Instintivamente sabemos que o momento chegou.
Trocam-se olhares, uma mão na cintura, o hálito quente no pescoço.
Afastar, aproximar, aflorar.

Os ponteiros do relógio continuam a arrastar-se...

O corpo preso contra a parede (da cozinha, da sala, da casa de banho, do quarto, da entrada, ou então um sofá, uma porta, uma janela, qualquer um é apenas amparo), a distância que diminui, uns lábios que sobem o pescoço, as palavras sussurradas, as mãos que apertam com mais força e então...

O beijo.

O beijo que esteve no pensamento por horas e horas, o beijo que nos faz estremecer.

E o teu beijo era fantástico, era doce, sabia a desejo.
E o teu abraço era como se eu finalmente estivesse em casa.

Hoje dei-me conta que sinto terrivelmente falta de ti, do teu beijo e do teu abraço.

16/08/2010

Nunca entendi

Why__by_complejo



por que decidiste, naquele dia, começar aquilo
que não tinhas intenção de levar até ao fim.

14/08/2010

07/08/2010

Did you say it?



Did you say it? 
'I love you. 
I don't ever want to live without you. 
You changed my life.' 

Did you say it? 

Make a plan. 
Set a goal.
Work toward it, but every now and then, look around; 
Drink it in 'cause this is it. 

It might all be gone tomorrow." 


06/08/2010

Parem a vida...

... estou a ficar enjoada.
Spinning_around_by_Sahajalal

02/08/2010

Nunca deixes nada por dizer...

Nunca deixes nada por fazer.
Nunca deixes nada por dizer.
Por dizer...

 Words_by_LittleRedRidingHoody


As palavras agarram-se a nós, prendem-se, multiplicam-se em quantidades ditas industriais; preenchem silêncios incómodos; povoam o espaço de circunstância; teorizam o tempo, a moda, a política, o futebol; estão sempre certas (as nossas pelo menos); cuidam que podem compor, organizar, dominar o nosso mundo e que, feitas as contas, fizeram um trabalho impecável e bastaram para que não restassem equívocos.

Mas as palavras são também frágeis, tímidas e sensíveis, escondem-se, ocultam-se, disfarçam-se.

Quando parece que tudo foi dito, o mais importante ficou por dizer. Substituem-se as palavras por gestos, encolher de ombros, sorrisos, lágrimas e palavras!

Palavras pré-escolhidas em discursos ensaiados, vazias de sentido, gastas e sem cor pelo muito que estavam preparadas e separadas para aquelas ocasiões. São politicamente correctas, tranquilizam quem as ouve, mas não são sinceras, não são sentidas.

E o coração enche-se das palavras que a boca não disse, não quis dizer, achou que não podia dizer, não pôde dizer.

E os assuntos foram falados, debatidos, racionalizados, expostos segundo uma lógica irrefutável, num exercício de retórica admirável mas pálido, oco, cansado.

E as palavras esconderam palavras, vestiram palavras, disfarçaram palavras, calaram palavras e sentimentos.




Tantas palavras para esconder o facto de eu nunca te ter dito "gosto de ti"...

29/07/2010

Doctor, doctor, give me the news...


Apanhei vergonha e fui ao médico.
Afinal os 30 são os 30 e não é inteligente brincar com a saúde.
Pergunta para a direita, resposta para a esquerda, "há quanto tempo não faz análises?", o sangue a afluir-me todo às faces e um "há tantos anos que nem lembro" murmurado com inacreditável vergonha.
Para castigo, analises a tudo, creio que só faltou mesmo à alma.
Resultado: anemia.
Anemia?, pergunto-me em pensamento, mas quem é que tem anemia? Não podia ser qualquer coisa chique como "dor de cotovelo" ou "maus fígados"?
Não, era mesmo só anemia

26/07/2010

Inception - A Origem




Pura e simplesmente este filme deixou-me colada à cadeira.
Nota 10 sem pestanejar.

23/07/2010

O coração tambem precisa de ser limpo

Cuore_di_Donna_by_Nataly1st

Gostamos de acumular tralha.
É um facto, desde pequenos que guardamos um sem fim de objectos a que chamamos "tesouros", "preciosidades", "recordações do tempo em que...".
À medida que crescemos, a tralha, os tesouros, as preciosidades, as recordações do tempo em que... acompanham-nos agora em forma de peças de roupa que ainda hão-de ser moda, mais ou menos em bom estado, mais ou menos feitas trapos; potes de asas quebradas; tampas sem frascos e frascos sem tampas; pedaços de tecido, botões, molduras que só precisam de um pouco de cola, espelhos lascados, ratos de computador cujo cabo ainda pode ser útil, electrodomésticos vários enfermos alguns, cadáveres a maioria; despensas, escritórios, garagens cheias de nadas que ocupam todo o espaço e deixam de fora o que é realmente importante.
O mesmo com o coração.
Atulhado com amizades doentias, sentimentos de rejeição, amores que não nos quiseram, fragmentos de memórias menos boas, pedaços de mágoas, algumas angústias, medos q.b..
Feitas as contas, sobra pouco espaço para novas amizades, novos amores, novos sentimentos, até novas dores.
E um coração que é enorme, tem o tamanho do mundo, torna-se assim pequenino como uma moeda de um cêntimo, perdido no bolso de um casaco velho, sem qualquer utilidade.

18/07/2010

How the end... always end

I_think_i__m_safer_by_diveInto

How The End... Always End - The Gift

Look at me
Here is my melody
It's not a symphony
Sounds like the end to me
Sounds like the time we spent
Sounds like the end... always end
Sounds like the time we kissed
Sounds like all good we missed
Sounds what it means to be
It's not a symphony
Sounds what it means to be
It's not a symphony
And every time
I lay down in my bed and rest down my head
I wait for the end
I don't know what I've yearned
Don't know what I've expected
Cause the end it's always the end