Nunca gostei que pressupusessem o que quer que fosse sobre mim.
Concordo que é difícil que isto não aconteça, eu mesma o faço, mais não seja prendo-me a padrões e baseio-me em acontecimentos passados. Certo, é inevitável. Mas também é inevitável que, à medida que o conhecimento sobre a outra pessoa aumenta, os pressupostos sejam postos de lado, reafirmados, substituídos, revistos à luz do que acontece em tempo real e se vê.
Agora, partir de um pré-conceito, teimar nele, usá-lo para justificar o que quer que seja e tomá-lo como verdade absoluta, por muito que eu tente mostrar que não é assim, isso, meus caros, é que me faz morder as bochechas por dentro e renascer a mulher das cavernas que há em mim.
Já que tenho a fama, ao menos gozo por uns instantes do proveito.