14/02/2017

uma pérola no meio dos escolhos do passado

Pensei durante dias se hoje haveria de deixar neste espaço algum resquício do amor que te tenho. Por causa de ti, descobri o egoísmo e o afinco com que se guardam segredos. Não quero partilhar-te com o mundo, nem preciso. Pensei, por isso, durante muitos dias, se hoje, porque particularmente hoje é preciso que se diga o amor com cobertura de açúcar e embrulhado em celofane vermelho, dizia eu, se hoje seria assim tão importante escrever um texto que justificasse o silêncio que faço sobre ti. Considerei explicar que me salvaste do desterro emocional para onde tinha decidido ir. Pus até a hipótese de enumerar todas as vezes que me fazes rir e te indignas quando não me tratam bem e te espantas com as coisas que te digo e gargalhas com as minhas anedotas de gosto duvidoso e ouves pacientemente todas as minhas queixas e me dizes sempre a verdade, mesmo que machuque um bocadinho. Também ponderei divagar pelos quilómetros que percorremos a pé, pelos pequenos gestos e os enormes planos que temos para a vida. Depois decidi que não, não iria escrever nada, iria dizer-te tudo, tudo, tudo, ainda mais uma vez. Mas depois... depois eu vi o que me deixaste e um sorriso ocupou-me a cara e os olhos encheram-se de emoções e eu percebi que, mesmo sem dizer muito, precisava de deixar neste espaço - uma pérola no meio dos escolhos do passado - a verdade fundamental da minha vida: amo-te.

6 comentários:

  1. aproveita essa amor e vive-te...são momentos únicos quando se ama dessa maneira!

    bom dia

    -___-

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    1. O plano é ter estes momentos repetidos a vida toda. :)

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  2. Assim mesmo é que é... :)

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    1. E é tão bom poder ser assim. :)

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  3. Rapariga hoje de manhã fiz o mesmo.

    Sabe bem, aproveitarmos, cinquenta anos passam rápido

    :)

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    1. Já li! ;)

      Pelas minhas contas, acho que vão passar a correr! :p

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