22/09/2016

Precisava mesmo disto!

Da última vez que escrevi sobre isto, acabei a escrever um livro. Ainda assim, preciso arriscar e voltar a dizê-lo: preciso mesmo de me apaixonar. De preferência, sem muitos dramas, nem malabarismos desnecessários, uma convivência simples e despojada. De preferência, por alguém minimamente são da cabeça e das ideias que, no mínimo, gostasse de mim da mesma forma -- a minha vida já teve ficção que chegasse.


Sheila Metzner - The Kiss, Fendi, 1986

I feel hope in the strenght of our love

Our love - Judah & The Lion



I've been walking down this road
On my own, on my own
I've been searching to find my way
To find the path you've been driving on

Like the trees wait for the rain to come
I feel hope in the strenght of
Our love

I'm going crazy 'cause you're moving slow
The train ain't running, like I wanted to go

Like the seas wait for the dawn to come
I feel hope in the strenght of
Our love

So wait for me as I wait for you
And we'll find the love we've wanted to
And all come true

21/09/2016

Convite

É oficial, a primeira apresentação do livro está marcada para dia 28 de Outubro, em Lisboa (Benfica). Esta é a parte fácil, marcar um dia, o pior será pensar no que dizer. Se os meus querídissimos leitores mais experientes no assunto me quiserem dar umas dicas, aceito-as com toda a alegria. E, claro, estão todos convidados a aparecer, mais não seja para ficar a conhecer muitos de vocês.




19/09/2016

© Alison Brady (New York, USA)

16/09/2016

O que chega pelo correio

Chegaram hoje, à hora do almoço, pelo correio tradicional. Vinham todos juntos dentro do mesmo envelope. Ao contrário de todos os livros que compro, não os abri, não os cheirei, não os folheei. Continuam como um conjunto de livros que estranhamente têm o meu nome na capa e, a partir daqui, tudo parece deslocado.




Instantes depois, chegou pelo correio electrónico, a Menina - da Cristina Branco. Tivessem estes livros outro nome na capa e seriam a companhia perfeita um do outro.

Your heart won't stop coming after me

John Mark McMillan - Heart Won't Stop / Stand By Me (Medley/Live)

15/09/2016

Sinto-me verde como os anos mal despontados.

14/09/2016

Esperar é uma forma angustiosa de não chegar a lado nenhum

Sem queixas nem queixumes


Pedem-te que esperes e tu esperas.
Pedem-te um pouco de chão e tu dás.
Ficas então com tempo nas mãos e menos
espaço para poisar os pés.

Suportas o desconforto da imobilidade e a dormência
das pernas que não têm por onde andar. Não lamentas
− o que deste, deste, voluntariamente.

Suportas a preguiça das horas e as rugas na pele.
E esperas. Esperas hoje como esperaste ontem e esperarás
amanhã. Esperas sem saber por que esperas.

Sem queixas nem queixumes.

Depois percebes que a tua espera é vã.

Tomaram o teu chão como outra forma de
colonização e questionaram a tua generosidade.
Pisaram ambos.

Deixaram-te com menos chão e menos tempo.
E pernas incapazes de andar


poema: meu
título: Fernando Esteves Pinto

12/09/2016

O fim do sótão

A rapariga que vivia num sótão, no meio da cidade, contemplou a vida do lado de lá da janela alta, por muitos dias. Junto ao chão, as pessoas moviam-se em ondas para dentro e fora dos edifícios; os carros seguiam a ordem dos semáforos e um vapor acinzentado subia às alturas. Não olhava para cima -- o céu era as barras invisíveis que a mantinham presa. Numa manhã clara, com restos de calor, abriu os olhos e espantou-se do sótão, da janela, do céu, de tudo. Porquê viver tão alto?, tão longe de tudo?, tão perto de nada? Arrastou caixas vazias pelas escadas acima, empurrou caixas cheias pelas escadas abaixo, esvaziou o sótão e mudou-se. Antes de sair, queimou a caixa de cartão escondida debaixo da cama, aquela que tinha jurado não voltar a abrir e depois abriu mais vezes do que as recomendadas por qualquer pessoa sã. Viu-a arder, crepitando as reminiscências do passado, até ser um montículo de cinza fria. Guardou a cinza dentro de um saco preto, trancou o sótão vazio, desceu as escadas numa pressa fugitiva, abriu a porta do prédio como quem busca a liberdade, deixou que a porta se fechasse atrás de si com estrondo, para sobressalto dos ex-vizinhos do primeiro andar, e afastou-se. O saco ficou largado no primeiro caixote do lixo que encontrou. Agora, a rapariga vive numa casa junto ao mar. É no avesso do céu que deposita as resoluções finais: nunca mais dar nada de seu, quem lhe quiser o mar, pague renda elevada, com contrato vitalício. Se não quiser, não perturbe, não chateie -- as mudanças são cansativas e a rapariga que vive numa casa junto ao mar só quer viver de futuro.

10/09/2016

A falta que as férias me fazem

Changing on the beach - California, 1950

06/09/2016

Never stop looking up



Este espaço chegou a um estado de abandono total. Quase não consegui abrir a porta, tal era a altura e a força do matagal. As flores estão todas secas, há vasos tombados, uma confusão. Voltei a fechar a porta e saí. Por enquanto, não tenho como tratar disto, só consigo não me esquecer de respirar e olhar para cima, sempre para cima.


Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? (Sl. 121, 1)

01/09/2016

Flores sem fruto

Resultado de imagem para pedro tapa
Love and Beauty by PedroTapa