31/07/2016

30/07/2016

Habemus librum!!!!!


E pronto, já está alcançado o objectivo dos 700 €! Graças a vocês todos, minhas queridas-pessoas-generosas-sem-amor-ao-vosso-dinheiro-mas-com-um-coração-muito-grande! E aos anónimos também (um é meu pai, outro, minha mãe... e os outros desconheço).





P. S.: Pelo sim, pelo não, mais vale avisar já que não se aceitam devoluções. ;)

27/07/2016

A mil à hora


P. S.: Volto não tarda.

25/07/2016

Perto da vista, longe do coração

ou será Longe da vista, longe do coração?


24/07/2016

Leva-me a banhos

Arverne, Queens, New York, 1897

20/07/2016

Apetite urgente por coisas bonitas

la-la-la-bonne-vie:
“ late start… coffee.. monday ;)
”


la-la-la-bonne-vie:
“ Found on angesdesucre.com
”
http://www.angesdesucre.com








19/07/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte III

A manhã acordou fria, como acordam as manhãs de Inverno, como acordam as manhãs destinadas a acontecimentos tristes. Ela acordou muito antes da hora, numa consciência enevoada do que a esperava. Sentou-se na cama, puxando os lençóis até ao queixo, não querendo sair daquele ninho de relativo conforto. Encostou a testa aos joelhos recolhidos, a mão direita procurou o vazio dos lençóis frios no lugar onde ele devia estar. Não podia chorar. Num ímpeto, tirou a roupa de cima e saiu da cama. Foi com raiva que se despiu, foi com raiva que sentiu a água quente a correr-lhe na pele, foi com raiva que se enxugou, quase se ferindo. A raiva que a consumia de improviso quando não lhe restava mais nada. Não choraria.





Porque faltam 14 dias, 33% do objectivo (embora eu saiba que falta menos, porque já me chegaram promessas de contribuições) e o nervoso miudinho encontrou casa dentro do meu estômago, um vislumbre das coisas bonitas que podem ler dentro das não-sei-quantas páginas que o livro tem.

E porque nunca é demais relembrar, um agradecimento sentido, profundo, sincero, emocionado a todos os que têm partilhado e contribuído para este livro. OBRIGADA!

18/07/2016

Pode ser apenas isto

Pode ser apenas falta de cafeína. Ou excesso de vento nas sombras da casa a soprar o calor do sol para destinos mais tranquilos. Pode ser uma pontinha de procrastinação a nascer no dedo grande do pé, como uma pinta insuspeita a agarrar raízes no azul profundo do verniz e a espalhar-se perna acima. Pode ser a falta de um bom livro ou de um chá de maçã e canela em condições. Pode ser o silêncio da casa e o marulhar das árvores lá fora. Pode ser que seja apenas a mágoa e o eco de uma porta fechada com indiferença a sobrepor-se à música. Certamente que é só uma insignificância de solidão. Também pode ser apenas falta de cafeína.




Trentemøller - The Dream (feat. Low)

Ressaca das férias maternas

Hesito entre um pacote de batatas fritas e um pacote de gomas com sabor a maçãs verdes. Pelo sim, pelo não, tiro uma de cada. Isto não vai acabar bem.

una-lady-italiana:
“ Helen Mirren by Firooz Zahedi
”
Helen Mirren by Firooz Zahedi


(preciso de uma aplicação que, em vez de encontrar Pokemóns, encontre objectos perdidos e gatos escondidos em casa)

15/07/2016

Os opostos do amor

Foi uma conversa agradável. Durante cerca de duas horas, Júlio Machado Vaz falou sobre futebol, sobre os portugueses e o futebol, o sofrimento, a dependência, o luto, a autopiedade, o amor. E o oposto do amor.

«O oposto do amor é a indiferença. O ódio é ainda uma réstia de sentimento.»

Escrevo as frases que ouvi, num repente, para não as contaminar com palavras minhas. Percebo que é esta a minha luta, aquela que falho em vencer todos os dias. Não há indiferença em nada que faço. Posso remexer o passado que não me interessa e aonde não quero voltar, nem com intimação; posso divagar sobre o tempo; submergir-me em silêncio; pintar as unhas dos pés de azul forte e passar horas a descascar fisális para um doce que não sei se farei. 

Posso ocupar a cabeça com tudo o que me convença que devolvo a mesma indiferença que todos os dias chega e me arrefece mais os ossos, a única certeza que tenho é estar cada vez mais perto do ódio.

13/07/2016

12/07/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte II

Faltam 21 dias e 300 €. O que me leva a pensar «lindas ideias maravilhosas tu tens, rapariga!». Só quem gosta de complicar o que é simples é que tenta publicar um livro assim.

Mas toda esta campanha tem tido um impacto na minha vida muito para além do que imaginava, pelas pessoas fantásticas e generosas que ajudaram de muitas formas e divulgaram este projecto -- como a Isabel, a Luísa, o Impontual, o C. N. Gil, o Luís, o josé luís, o Fernando, a A. C., a Elvira, a redonda, a noname, a Castiel, a BeijoMolhado, a Ava Pain  (espero não me ter esquecido de ninguém e, se esqueci, digam-me que corrijo a falta :).

Comoveu-me profundamente o esforço de todos. Não me conhecem, não tinham obrigação alguma, mas fizeram-no e este gesto vai acompanhar-me a vida inteira.

Depois há o outro lado, o da pontinha da desilusão deixada pelos da casa. E digo da casa, no sentido de espaço real, não virtual. Ninguém é profeta na sua própria terra, ainda assim... 

Não sei se já disse, mas um grande, enorme!, obrigada a todos os que ajudaram! :)



10/07/2016

Teoria de Atar Pontas - aplicação prática

kulturtava:
“ Miguel Cuesta
”
Miguel Cuesta

É preciso que passe significativo passado para que se entenda a história que se viveu. Só a abundância da água correndo por baixo da ponte pode limpar a visão turva do que ficou, amaciar as arestas, desgastar a mágoa.

Agora, quando já passaram anos que não cabem nos dedos de uma mão, e te vou votando ao esquecimento, sei que posso remexer no lastro que me deixaste, sem medo de me ferir. Posso analisar-te à lupa, peneirar-te os defeitos, estender-te ao sol da minha verdade.

Desde o primeiro dia em que me deixaste medir a profundidade dos teus olhos verdes vi a minha vida inteira. Vi o futuro de muitas décadas. Vi-nos velhos, mesmo velhos, de rugas elegantes, os meus cabelos brancos presos no carrapito da pressa, os teus ombros curvados sobre o tabuleiro de xadrez.

Haverias de me ensinar a paciência das peças que se movem segundo um rigor que desconheço e eu, que sempre te obedeci em quase tudo, haveria de aprender com afinco e jogar até te vencer. Depois, jogaríamos às cartas, porque o amor resulta em muito de uma boa mão.

Conversaríamos demoradamente as nossas conversas íntimas, aquelas coisas só nossas, carregadas de ironia, ácidas como só o nosso humor sabia ser.

Teríamos chá às 5 e bolo fresco, todos os dias. E seríamos daqueles tais velhos muito velhos, como só os velhos que se amam sabem ser.

Agora, quando já passaram anos que não cabem nos dedos de uma mão, posso dizer-te num murmúrio apagado pela culpa que procurei no fundo de outros olhos um futuro assim. Não o encontrei, a profundidade ocular dos remexidos mal me cobriu os tornozelos.

Roubaste a minha velhice. Há seis anos que não consigo dar rumo à minha vida.

09/07/2016

Movimento "Queremos ouvir as vozes dos bloggers a declamar poesia"


Li no blogue da Cuca, que o Pipoco Mais Salgado estava a lançar um desafio provocado pela Palmier Encoberto. Depois de ter ouvido poemas tão bons, declamados por bloggers com vozes daquelas que fazem uma pessoa ter pensamentos indecentes, achei que podia esbardalhar isto tudo com a minha participação esganiçada.
Ei-la! (para vosso prazer e deleite. ou não)

08/07/2016

Das feiras

Após incontáveis horas somadas num número de dias que prefro ignorar, o meu respeito e apreço por quen vive do que as feiras dão aumentou substancialmente.

Não há nada de bonito ou romântico ou divertido em estar nas feiras, carregar pesos, estar horas em pé, suportar a indiferença e o enfado de quem mexe em tudo e não compra nada, de quem passa e nem olha - será por medo da lepra.

Voltar para casa com o mesmo que se levou. Os pés inchados.

Odeio feiras! Conto os dias para que sejam passado.

05/07/2016

O trabalho regenera a alma

Ou eu estou doida ou um jovem homem (depreendo pela voz) acabou de me ligar de um empresa a quem tinha pedido informações sobre coisas e houve ali um charminho. A conversa inteira. Foi muito entusiasmo para quem estava só a tratar de coisas chatas.

04/07/2016

You Give Love a Bad Name

So true...

You Give Love A Bad Name - Postmodern Jukebox

03/07/2016

Basta um instante de distracção para me lembrar fortemente que ainda não me esqueci de ti. Por um instante, sei que te odeio.

02/07/2016

Estados de alma

Brooke Shaden, «Journey to Dusk»