29/04/2016

Is a song singing truth that’ll set me free

Dove song - Joni in the moon


Come home heart
Touching clouds with your dirt-stained glove
A box of leaves and spinifex buried in the mud
And you never cared to see when the wild woman danced in me
And you told them all that I’m the liar

22/04/2016

Os amigos já não nos gabam os cabelos

arsvitaest:


“Washing the Hair”

Author: Itō Shinsui  (Japanese, 1898-1972)Date: published in 1953Medium: Color woodblock print
“Washing the Hair”, Itō Shinsui (Japanese, 1898-1972), published in 1953


Fui eu, madre, lavar meus cabelos
a la fonte e paguei-m'eu d'elos
e de mí, louçana.

Fui eu, madre, lavar mias garcetas
a la fonte e paguei-m'eu delas
e de mí, louçana.

A la fonte e paguei-m'eu deles,
alo achei, madr', o senhor deles
e de mí, louçana.

Ante que me eu d'alí partisse,
fui pagada do que me el disse
e de mí, louçana.

21/04/2016

Da inutilidade dos pedidos tornados públicos

Figueira da Foz


I could've been
So many things
But it would never be enough for you
I was the one
You counted on
But I was never the one for you
Now I know
I lost you a long time ago

First Aid Kit

Sometimes it's hard to be alone

É fácil sentir empatia por uma música que tente resgatar um amor perdido. Ou por um poema. Ou por um romance. Ou por um filme. O pelo que for... Porque em cada um de nós habita uma centelha salvífica que acredita que pode pôr bem o que esteve tantas vezes mal, até então. A verdade é que, por mais bonitas e empáticas que sejam estas declarações de intenções, não passam disso mesmo, intenções que esbarram nos factos e na realidade que sofre de uma falta de poesia confrangedora.



EMPTY - Eva & Manu

20/04/2016

19/04/2016

Velharia

Sou um repositório barroco. Dentro de mim, tudo é teatral, rebuscado, exagerado, grotesco. Oscilo num mar elíptico que transborda nas margens do que sou e do que queria ser. Cornucópias, torcidos, dourados, jogos de sombras, pequenas chamas de esperança, serpentinas e turbilhões, medos mínimos com megafones. Nada é simples, nada é linear. 

attimi-rubati:



Valerie Galloway, Charlotte
Valerie Galloway, Charlotte 

18/04/2016

What are you so afraid to lose?

Da série o Spotify é o meu melhor amigo


It takes a lot to know a man - Damien Rice

Dois lados do mesmo rio

A multidão está sempre do lado de lá do rio. Abafa o som do meu futuro com o seu constante resfolgar. Do lado de cá, nesta margem parada de alentos, estou sempre eu. E o meu Livro -- manta de retalhos com que cubro os meus dias.


le-incolore:

Credit ◖ crescent: Mira Nedyalkova
Mira Nedyalkova

15/04/2016

Novo Amor



O céu desaba


sobre a minha solidão

We learn the most when we least expect it

Da série: o Spotify é o meu melhor amigo


Beautiful Undone - Laura Doggett

14/04/2016

Habituei-me a que nada me fosse dito. Conformei-me com a ausência do esperado. As manhãs, as tardes e as noites sucedem-se sem surpresas. Já nada vem ao meu encontro.

Spellbound by Steven Meisel

12/04/2016

09/04/2016

Remedies to heal melancholy

1. Go to a forest and go to sleep a little


Erika Morus

08/04/2016

Abandono

O estrondo com que nos batem a porta na cara há-de ecoar-nos nos ouvidos por incontáveis dias.

07/04/2016

I was made for you

Da série: o Spotify é o meu melhor amigo

Made for you - Niia

06/04/2016

Viver anos a tentar explicar quem somos

quando insistem em ver-nos ao contrário (normalmente para pior), não é viver. É outra coisa qualquer.


Mantive a Fé e o bom combate na carreira das 7

Dou-me Corda - Samuel Úria


Eu tinha a corda na garganta afinada em dó
E outra corda no pescoço com um windsor knot,
Aperaltado alternativo a aspirar o Pop,
Mas com fascínio travestido de mulher de Ló.

Tenho o futuro num post-it que é para ser lembrete.
Pus os meus filhos na cantera mas nenhum promete.
O livre arbítrio fez voz grossa mas saiu falsete.
Mantive a Fé e o bom combate na carreira das 7.

Estou reservado para o lado que no fim se ri,
Mas nunca fico no meu canto sem sobrar pra ti.
Não vais chegar às notas altas sem um bisturi;
O auto-tune é tão bem vindo como o Pitanguy.

E dou-me corda
E dou-me corda.
Eu dou-me corda que está presa numa mão maior.

Eu tenho a corda dos sapatos afinada em ré:
Não consigo andar prá frente plo meu próprio pé,
Nem com trotes nem trinados nem com a Santa Sé.
Falhou-me o auto-empurranço, é só cafuné.

Eu dou-me corda
E dou-me corda
Eu dou-me corda que está presa numa mão maior.

Eu dou-me corda
E dou-me corda
Eu dou-me corda que está presa numa mão maior.

04/04/2016

Podia ser tudo muito passional

Podia ser tudo muito passional. Faces afogueadas, roupa em desalinho. Palavras gritadas na fúria frustrada, talvez uns estalos, uns apertões. Podia haver acusações infundadas, talvez umas lágrimas, as explicações que de nada servem, Podia ser assim. Podia levar-se nos bolsos o eco das perguntas repetidas, desesperadamente repetidas, como estranho consolo nas noites pardas, a adoçar os travos amargos. Não costuma ser assim. As faces sempre pálidas, a roupa composta. Não há palavras, nem ditas, nem gritadas, muito menos repetidas. Há o silêncio asfixiante e a distância que cresce até ao esquecimento. Há uma esponja que apaga tudo, menos a desilusão. É assim que costuma ser. Tudo muito frio, tudo muito racional.

banishedfromcamelot:

Photo by Yo Vo
Yo Vo

Humm...

02/04/2016

So when spring time comes and blossoms grow

Colour me in gold - JP Cooper

01/04/2016

Caixa de Pandora

Abro inadvertidamente a caixa de Pandora. Encontro o que, há tanto tempo, tenho tentado esquecer. A decepção em tons de azul e vermelho escuro.

John William Waterhouse - Pandora's Box - 1896