05/10/2016

Teoria de Atar as Pontas - prurido ocasional

Distraidamente revejo-lhe a figura vertical, o jeito do riso que lhe semicerra os olhos. Pergunto-me: como foi possível amar tanto alguém que me quis tão pouco.

12 comentários:

  1. Os equívocos acontecem. É seguir em frente e não pensar muito no assunto :) para não deprimir :)

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    1. Oh, a parte da depressão já bateu com força!
      Agora estou na fase ascendente, qual bola empurrada para o fundo da piscina. :)

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  2. Não faz muito tempo, fiz essa mesma pergunta. É triste a falta de correspondência. Só pode melhorar pensei, há muita gente no mundo, muita :)

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    1. Pois há. É questão de ir para a rua e procurá-las, como se não houvesse amanhã! :)
      Brinco (e nem tanto).
      Acho que a dificuldade maior está em encontrar pessoas que nos digam alguma coisa -- este mundo anda estranho.

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  3. Há quem diga que o amor n correspondido é o mais puro e verdadeiro. Não sei se é verdade, mas sei que ser capaz de dar sem querer nada em troca ou sem nada receber é mesmo uma prova de que se é uma pessoa de coração enorme :)

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    1. Ou então uma pessoa tola, como haverá poucas. :)

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  4. “Amamos” o outro ou a ideia que temos do outro? As expectativas são nossas, até que ponto o outro é responsável por elas?

    (eu sei, perguntas… mas por vezes estas são importantes que as respostas)

    Beijinho,
    FATifer

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    1. São muitas perguntas para responder por todos (mas não deixam de ser bem vistas :).
      Deixo-te respostas minhas, os outros que respondam por eles.

      Aconteceu-me já amar a ideia do outro, até ter aprendido a discernir entre a ideia e o outro. Esta aprendizagem fez com que as expectativas se mantivessem o mais realistas possíveis (porque há sempre uma centelha de impossibilidade, chamemos-lhe assim).

      Sei também que os meus níveis de sofrimento são proporcional à responsabilidade alheia. O que não quer dizer que não continue a amar, mesmo quando o resto acaba.

      É um processo de ajustamento.


      (respondi?)

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    2. Eu disse que as perguntas seriam mais importantes. Não esperava que respondesses senão para ti mesma. No entanto agradeço a deferência de teres respondido. Se me é permitido opinar (em algo que nada tenho a ver), acho que respondeste muito bem. Todos fossem tão lúcidos e não haveria românticos… ou haveria apenas os “escravos” da “centelha de impossibilidade“, que mencionas. ;)

      … não tenho a tua sorte ou lucidez.

      beijinho,
      FATifer

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    3. Oh! Não digas isso. As coisas são sempre mais fáceis de escrever que fazer.

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  5. A pergunta em si, não é já o sinal da cura? Eu creio que sim.

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    1. Sim, sim, a cura está cada vez mais concretizada.
      Felizmente (!). :)

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