24/10/2016

Preeminência parda

Reclamamos uma elevação moral acima das cabeças vulgares dos outros. Eu sou. Eu faço. Como mais ninguém. Desprezamos o indivíduo, que relegamos para o nível de pouco confiável, incapaz de observar o mesmo rigor que nos define os dias. São gajos incompreensíveis, esses, que usam do engano e da desonestidade para confundir almas incautas. Que Alá lhes dê chatos e braços curtos para se coçarem! Ao fim da noite, quando se fazem as contas e cada um recebe a paga que lhe cabe, a superioridade escangalha-se no nada e afinal somos todos feitos da mesma matéria animal e capazes das mesmas acções desprezíveis.

6 comentários:

  1. Sem dúvida!

    Aliás, somos todos uns animais!

    E nem sempre racionais!

    :)

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    1. Verdade, caro C.N.!
      Mas gostamos tanto de nos enganar com falsos discursos. :)

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  2. Hummm...
    O que é que anda aí?
    Há aí uma revolta qualquer...

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    1. A revolta já passou, daí a escrita, mas fica sempre uma pontinha de indignação. :)

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  3. Somos? Fala por ti! :P

    :)

    Beijinhos,
    FATifer

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    1. É estilo, meu caro, não leve a peito. ;)

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