08/07/2016

Das feiras

Após incontáveis horas somadas num número de dias que prefro ignorar, o meu respeito e apreço por quen vive do que as feiras dão aumentou substancialmente.

Não há nada de bonito ou romântico ou divertido em estar nas feiras, carregar pesos, estar horas em pé, suportar a indiferença e o enfado de quem mexe em tudo e não compra nada, de quem passa e nem olha - será por medo da lepra.

Voltar para casa com o mesmo que se levou. Os pés inchados.

Odeio feiras! Conto os dias para que sejam passado.

6 comentários:

  1. são uma excelente forma de perder o amor próprio... sim, cigano também sofre.

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    1. Amor próprio, dignidade, recursos, pés saudáveis...
      Oh, se sofre! :)

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  2. Nunca estive desse lado, mas também nunca gostei muito de ir a feiras. Ainda assim, acredito que as pessoas sofram bastante, porque ainda deve haver quem se considere "um ser superior" quando passeia e remexe na roupa.

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  3. Eu vendo compotas e bolachas tudo feito por mim e sinto isso, aquela altivez que olha para mim como se não existisse.

    Há-de passar, quando deixar as feiras. ;)

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  4. Carla, como não gostas de feiras, é provável que vejas altivez, onde há apenas a necessidade de comprar apenas e só o que é preciso, mesmo que os olhos caiam para aquela compota, para aquele casaquito, é preciso continuar a andar, não cair em tentações. A vida não está ´fácil, nem para quem vende, nem para quem compra.

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    1. (desculpa, noname, só agora me apercebi que tinha deixado o teu comentário sem resposta)

      Eu gosto de feiras e entendo perfeitamente que nem toda a gente possa dispensar grandes somas em tudo o que gosta ou gostaria de experimentar.

      Mas não é bem isto, é um ar de desprezo que sente em algumas pessoas, uma altivez, uma indiferença que as faz passar ao largo e nem querem ver (que é uma coisa que eu sempre gostei de fazer, ir ver, conhecer coisas).

      Isto é que dói mais do que não vender, porque nos faz sentir como se fôssemos insignificantes ou indignos.

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