19/07/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte III

A manhã acordou fria, como acordam as manhãs de Inverno, como acordam as manhãs destinadas a acontecimentos tristes. Ela acordou muito antes da hora, numa consciência enevoada do que a esperava. Sentou-se na cama, puxando os lençóis até ao queixo, não querendo sair daquele ninho de relativo conforto. Encostou a testa aos joelhos recolhidos, a mão direita procurou o vazio dos lençóis frios no lugar onde ele devia estar. Não podia chorar. Num ímpeto, tirou a roupa de cima e saiu da cama. Foi com raiva que se despiu, foi com raiva que sentiu a água quente a correr-lhe na pele, foi com raiva que se enxugou, quase se ferindo. A raiva que a consumia de improviso quando não lhe restava mais nada. Não choraria.





Porque faltam 14 dias, 33% do objectivo (embora eu saiba que falta menos, porque já me chegaram promessas de contribuições) e o nervoso miudinho encontrou casa dentro do meu estômago, um vislumbre das coisas bonitas que podem ler dentro das não-sei-quantas páginas que o livro tem.

E porque nunca é demais relembrar, um agradecimento sentido, profundo, sincero, emocionado a todos os que têm partilhado e contribuído para este livro. OBRIGADA!

5 comentários:

  1. A coisa vai dar-se sim senhora :))

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Estou à espera do meu exemplar com "recompensas" e tudo, por isso...

    ...está quase :))

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  4. Aguardo o livro! :)

    Beijos

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