04/06/2016

Jardim da Sereia, num Inverno de felicidade

Dizem-nos que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. Como se o regresso fosse capaz de destruir a memória mágica que ficou desse tempo.

Não concordo. Acredito que devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. Uma e outra e outra vez. Todas as necessárias para nos lembrarmos que houve um dia em que atingimos um ponto tão alto no grau da felicidade que se colou à memória, para não mais de lá sair. Um momento irrepetível, ainda que se repita o lugar e quem lá está, 

É obrigatório voltar nos dias da descrença. É imperativo lembrar ao coração que o que aconteceu sem contar há-de muito bem voltar a acontecer. Mesmo que não se repita quem lá vai.

tão bonita e bem tirada que só podia ser minha...

10 comentários:

  1. Concordo em absoluto!
    Os lugares onde fomos felizes são mágicos. E nos dias menos bons podem bem ser a lembrança de um dia algo idêntico pode acontecer. As lembranças são o que nos faz humanos.
    Beijinhos

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    1. E depois há lugares tão bonitos que seria uma pena deixar de lá ir só porque alguém (leia «um idiota») nos partiu o coração. :)

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  2. Carla, também nunca percebi essa de não se voltar aos lugares onde nos sentimos bem... Se for aos que nos sentimos mal ainda podia ter alguma lógica. Mesmo assim, podemos sempre pensar em erros de casting circunstanciais...

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    1. OH! E os erros de casting gostam de se multiplicar pelos lugares, como se fossem espectros de memória permanente.

      Ainda ontem era capaz de jurar que um esteve o tempo todo sentado num banco do jardim de Santa Clara, que dá para o Mondego, a olhar-me fixamente com olhos de quem pergunta «lembras-te?». Só por uma amnésia definitiva conseguiria esquecer...

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  3. Concordo contigo, Carla.

    Sempre que posso volto onde me sinto bem. :)

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    1. Por isso é que não volto ao Porto.
      Acho que nunca fui verdadeiramente feliz lá.

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  4. é sim senhora, uma belíssima fotografia :)
    quanto ao voltar ou nã voltar... desconfio que alguns sítios nunca existiram, ou pelo menos nã foram tão perfeito como os recordo... posso voltar, mas só por acaso :)

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    1. Muito obrigada, Manel (a fotografia agradece, com as bochechas levemente coradas)!

      Ah, claro! A memória é exímia em transformar pedras vulgares em pérolas, como as ostras. Se é para não estragar o efeito, mais vale não voltar. :)

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  5. Deve-se voltar aos lugares de que gostamos, independentemente de termos sido felizes aí. Tão simples quanto isso.
    As memórias? Tratamos delas.

    Beijos, Carla :)

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    1. Melhor ainda se lá fomos felizes!
      É isso mesmo, Maria.

      Uma beijoca :)

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