11/05/2016

Não há grande diferença entre escrever para os mortos ou para os vivos. É certo que os mortos não entenderão. Os vivos, na maior parte das vezes, também não.

6 comentários:

  1. Concordo plenamente.
    Agora, há uma diferença que não se pode descurar. É que esses vivos, que não entendem, costumam vir chatear uma pessoa e pedir contas onde não foram chamados.
    Os mortos, esses, são muito mais pacíficos...

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    1. Sim, sim, os mortos são um descanso. Não falam, nem perguntam, nem chateiam (às vezes só assombram, mas isso decorre do simples facto de estarem mortos, não é por mal).

      Os vivos... esses seres queridos e maravilhosos que nos dão cabo da paciência, porque só fazem o que queríamos quando não queríamos. :D

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  2. E é tão chato ter de explicar, muitas vezes, o óbvio....

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    1. Chato e cansativo.
      Com um bocadito de sorte, a culpa também é sempre nossa, por isso, está-se bem...

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  3. Carla, até não me parece existir diferença.
    Os mortos ou os ausentes para quem escrevemos são também as nossas pessoas. Os mortos ou os ausentes para quem escrevemos estão de algum modo vivos e presentes.
    E não disse nada disto com a intenção de fazer trocadilhos com as palavras. Acredito nisto. Sinto assim com todas as minhas forças.

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    1. É verdade que os mortos nem sempre estão mesmo mortos, mas estão naquele grau de ausência que é como se já não existissem. Escrever para eles é, no fundo, escrever para mim, porque sou só eu a pensar alto.

      Depois há os ausentes-vivos que começam a morrer devagarinho. Estão vivos, respiram, estão presentes, mas também não entendem nada do que eu sou e preferiram ter como verdade os equívocos que eles mesmos criaram sobre mim. Sem direito a explicação ou resposta.

      Resumindo: as pessoas são umas chatas. :)

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