27/01/2016

E quem diz 70 pode muito bem dizer 80

Paruolo

PARA TODAS AS RAPARIGAS DE ESPÍRITO INDEPENDENTE, EIS UM VERDADEIRO GUIA DE AVENTURAS INTERDITO A RAPAZES.

Fomos raparigas nos anos 70, muito antes da Internet, dos telemóveis, do correio de voz. Os telefones tinham cabos e mostradores em que se discavam os números. Ouvíamos discos e cassetes – já éramos praticamente adultas antes dos CDs – e o mais das vezes fazíamos coisas audaciosas como, por exemplo, ir para a escola sozinhas. Ir de bicicleta à loja mais próxima. Tomar conta de crianças quando ainda tínhamos para que idade que tomassem conta de nós. Passar horas sozinhas, a brincar à macaca ou a fazer um forte no quarto, ou a transformar a vizinhança no cenário ideal para operações secretas, jogos inesperados e reinos medievais imaginários. Hoje em dia, as raparigas vivem no século XXI, com contas de correio electrónico e jogos de vídeo incrivelmente complexos, iPods e comunicações por cabo. A infância é, em muitos aspectos, mais gira do que a nossa – o que não daríamos por um comando à distância, uma parede de escalada ou um leitor de MP3! Não obstante, noutros aspectos, ser rapariga hoje em dia é menos divertido. A adolescência tornou-se competitiva e é alvo de muitas pressões, mais do que alguma vez pensámos, e as raparigas são encorajadas a ter melhor aspecto, a ser mais inteligentes e mais cuidadosas do que nunca. São induzidas mais cedo na idade adulta, são pré-adolescentes, adolescentes e mulheres antes do tempo. Muitas preocupam-se à exaustão com o corpo, a dieta e as notas.

Perante esta pressão, esta sobrecarga tecnológica e este perfeccionismo, apresentamos estórias e projectos sem fim, retirados da vastidão da história, da riqueza do conhecimento, da amplitude do desporto e da vida ao ar livre. Não se trata de recriar o nosso passado nos anos 70, nem em qualquer outra década, mas sim originar novo futuro. Considerem o Livro Audacioso para Raparigas um manancial de possibilidades e ideias para encher o dia de aventuras, explorações, imaginação – e, claro, alguma audácia e diversão.
Bon voyage.