29/06/2015

Tenho o futuro todo adiado, arrumado em malas de cartão e sacos de plástico do super-mercado.

Michael Gesinger


25/06/2015

É só por isso

por um cansaço arrasador que não me deixa espaço nem tempo para coisa nenhuma. O silêncio.

artizan3:

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19/06/2015

Hara-kiri

«Deve-se sempre praticar hara-kiri
quando nos amam por favor.»

Dinis H. G. Nunes, A Obra Pimba



Quando é que se passa a linha entre o que é melhor para todos e o que é melhor para cada um?

17/06/2015

Lista para quando atingir o sucesso # 5

A atitude face à comercialização de bens muda consoante sejamos os vendedores ou os compradores. Somos muito mais tolerantes com o que vendemos do que com o que compramos.

15/06/2015

Resolução de meio do ano

Não havendo nada de minimamente relevante e/ou interessante para dizer, talvez vá apagar mensagens do início do blogue. Bem vistas as coisas, a Carla que começou a escrever este blogue já está a milhas de distância da Carla que começou a escrever este texto.

11/06/2015

Como areia fina a escorrer pelos dedos

Costumam dizer-me que sou esquiva, escorregadia. Que sentem que eu, quase sem pré-aviso, me sumo por entre as conversas, como areia fina a escorrer pelos dedos ou água a precipitar-se pelo ralo.

Houve até um tempo em que a minha polissemia militante foi descoberta e usada contra mim -- a impossibilidade continuada de poder dizer com toda a clareza ao que se vem desenvolve um complexo jogo de curvas e contra-curvas na sinuosidade das palavras difícil de abandonar, como um vício consolador.

Eu sei que sou esquiva. E escorregadia. Propositadamente fugidia, principalmente quando há dedos que ameaçam tocar onde dói, nos ossos fracturados, na carne arroxeada, nas linhas das cicatrizes mal amanhadas.

Quanto mais  tocam, mais fujo. Não por defeito, mais por prática, mais por protecção -- uma dor esquecida deixa de doer, não é?

10/06/2015

Quando a Pandora abre a caixa

Meio Fado - Caixa de Pandora

08/06/2015

Têm olhos mas não vêem, inteligência mas não a usam

O excesso de meios de comunicação, o wi-fi por todo o lado, as SMS grátis, a Internet nos telefones e tablets, o omnipresente e-mail, tudo isto está a embrutecer as pessoas. 

Como é possível que se tenha de perder meia-hora na troca de mensagens básicas e desnecessárias, quando uma bem escrita e bem lida chegava para o efeito?

Não aceito a desculpa de ter muito trabalho ou muito em que pensar, é preguiça pura! Ou então loucura generalizada -- e a esta não faço qualquer elogio.

Do excessivo consumo de água benta e presunção (2)

autor desconhecido

Da memória

O meu corpo tem memórias
do teu corpo
São as minhas as mãos tuas
São os teus os pés meus
O mesmo céu o mesmo chão
A hora crepuscular do abandono
Olhos nos olhos
Uma boca só

07/06/2015

O lugar do morto

Por vários motivos, que não vêm ao caso, há muito tempo que não experimentava a solidão de um carro sem excesso de passageiros, a rodar no asfalto por mais do que dez minutos. Contei pelos dedos oito horas de circulação rodoviária, ao volante de um leão silencioso, oito horas a braços com os meus pensamentos traidores, oito horas de silêncio. O movimento maquinal dos pés e das mãos, o sol a queimar a pele das bochechas, o céu fechado de chuva iminente. Ao meu lado, sorrindo com um sorriso trocista e de nariz arrebitado, sempre ela, a assobiar baixinho enquanto espalhava protector nos braços, olhando-me de soslaio, não disfarçando o prazer de me ver afundar no azul dos bancos, a solidão -- essa torpe criatura.

02/06/2015

Retalhos da vida profissional

Ainda só vou nas pêras e já tenho as mãos numa desgraça. Quando chegar à abóbora... nem quero pensar!

01/06/2015

Lista para quando atingir o sucesso # 4

A criação de um negócio está sujeita a um paradoxo sem solução à vista: por um lado, uma pressão histriónica para o empreendedorismo; por outro, uma burocracia asfixiante.