27/12/2015

Manhãs

Acordar com vontade de me abandonar ao tempo. Confirmar que ainda sei de cor os caminhos por onde os meus dedos andaram e onde me perdi sem remédio. Fechar os olhos como quem guarda o sonho e aprisiona o desejo que se esvai pelos lábios entreabertos. Sentir o corpo a desfazer-se de saudade, engolido pelo calor da cama sempre vazia.

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