23/11/2015

Sem resguardos

lavandula:

kate moss by paolo roversi, 1996
Kate Moss by Paolo Roversi, 1996

Não sei o que é dar-me aos bocados. Nem o que são jogos de intenções, malabarismos de emoções, toca-e-foge. Não sei o que é o largar milimétrico da corda, para a seguir a puxar com toda a força, nem o rodopio insinuante das palavras de pouca verdade. Sei o que é um peito aberto, nu e exposto. Sem resguardos, sem filtros, sem avatares de coisa alguma. Até ao esvaziamento. até ficar com coisa nenhuma nas mãos. Até ao cansaço total.

17 comentários:

  1. Muito bom, Carla.
    Dar-se aos bocados é uma ilusão. Dessa forma talvez sejam alugueres sem expressão.

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    1. Isso não sei, o que sei é que há quem o faça e se dê lindamente.
      Vai ser o meu projecto para 2016. :)

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    2. Ah, coisas de colheres vaidosas. :)

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    3. Ou coisas de colheres saturadas. :)

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  2. Voto pela extinção das cordas.

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    1. As cordas acabam sempre por fazer falta, mesmo as que não se vêem.
      Já imaginaste um barco sem corda que o prendesse ao cais?

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    2. Ficava a vogar pelo rio. É mau?

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    3. Depende. E se quisesses sair e o barco não parasse quieto?

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    4. Dava-lhe uma palmada brincalhona e dizia: Está quieto!
      :)

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    5. Ou tu tens umas grandes mãos ou o barco era muito pequenito.

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    6. um transatlântico :D



      pronto, vá lá, um bote

      na verdade era uma tampa

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    7. E nesta resposta, concluo coisas muito simples: és um megalómano!

      Mas, pronto, depois baixas tanto à terra que perfuras a crosta terrestre.
      Uma tampa?

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  3. para rapariga simples por vezes és tão complicada... :)

    (gostei muito)

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    1. Das duas uma: ou não sou simples, ou não complico tanto quanto parece. ;)

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  4. “Não sei fingir que amo pouco quando em mim ama tudo.” ~ Vergílio Ferreira

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