01/07/2015

A ingratidão também acontece por inabilidade

Não estou habituada a que demonstrem que se lembram de mim. Que me ocorra, não tenho em casa qualquer caneca ou prato que me diga que alguém meu conhecido esteve num determinado lugar e pensou em mim tanto que foi impelido a carregar terracota polícroma vidrada, para que não me esquecesse da sua viagem.

Claro que não estou a considerar que ninguém, nunca, se lembra de mim, seria um absurdo, ainda para mais quando sei que somos capazes de nos lembrar das pessoas mais insuspeitas, nas alturas mais insuspeitas. Apenas, que não é costume que me digam que o fizeram.

Foi, por isso, com grande espanto que me entregaram um envelope pardo, com um conteúdo lindo de morrer e uma missiva que me deixou naquele estado de assombro enternecido de que padecem as pessoas quando apanhadas de surpresa. Acho que ainda não saí dele, caso contrário já teria agradecido ao remetente do envelope pardo.

Sim, este texto é um mea culpa público. Mas é também um profundo agradecimento -- é tudo tão lindo!

Estou perdoada?, minha linda e querida pessoa remetente e que não vou dizer quem é. :))

1 comentário:

  1. Eu acho que não há quem não consiga perdoar a uma rapariga simples, Carla ;)))

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