12/04/2015

Eu sei

Não me pertences. Eu sei. É das certezas inabaláveis que tenho. Também nunca me pertenceste. Tu, tão esquivo à posse, de tal forma esquivo que escapaste como água por entre os dedos distraídos. O resultado foi um rio de lágrimas e as águas paradas do espanto, uma profundidade de lamento, de onde ainda não saí em condições -- são muitos os limos que se enrolaram aos tornozelos e esverdearam a alma. Pelo menos, facilitaste as metáforas. 

E sei mais isto, assim de fugida, que nunca me habituarei a esbarrar em ti, principalmente quando ando distraída.

3 comentários:

  1. Ninguém se habitua a esbarrar em esquivos...

    Beijos, Carla. :)

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  2. Há uma dimensão das pessoas da tua vida que será para sempre, exclusivamente, tua. Por mais esquivas que pudessem ser. Esse reduto que é a memória que guardas dentro de ti. Um beijinho, minha querida.

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  3. Nem que passem quase vinte anos..ainda doi pra caraças esbarrar em ti..numa cena idilica de maozinha dada com a dita..Estas merdas nao me deviam já passar ao lado??????

    Tao bem que te endendo..:(

    Beijinhos e boa semana..!

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