09/04/2015

A nobreza da desistência, ou como eu não percebo nada disto

Adriana Lima
 
Desisti.
Eu sei que não posso desistir de nada, tenho de ser resistente, resiliente como as baratas, com a capacidade de sacrifício de uma parturiente. É assim que se vêem os fortes, que se escolhem os capazes, que se separam os meninos dos homens -- ou as meninas, das mulheres --, sofrendo e resistindo. Eu sei.

Quanto maior a adversidade, maior a satisfação de a ultrapassar. Oh alegria tremenda em derrotar o Adamastor. Oh gáudio dos vencedores que superam os vencidos. Oh vida a minha, que estou à beira de um ataque de nervos!

Desistir, nunca! Resistir, sempre!

Sei, mas desisti. Desisti de tentar entender a porcaria do Access e de fingir que os números e as contas são o meu caminho intuitivo. Se não for o Excel a salvar-me a vida, é bom que fique rica depressa, para pagar a quem me faça os cálculos.

4 comentários:

  1. Desistir é sinal de inteligência muitas vezes.

    ResponderEliminar
  2. Espero que seja essa a razão por que o faço. :D

    ResponderEliminar
  3. A desistência pode ser o início de uma vitória maior, um caminho melhor ou o reconhecimento de que, por norma, becos sem saídas são aquilo que o seu nome indica.

    Desistir não é adjectivo, é circunstância. O resto são cenas dos próximos capítulos ;)

    ResponderEliminar
  4. E os meus capítulos têm na calha uma alma caridosa que se ocupe das contas e afins. Não sei é para quando...
    É sofrer e de... resistir. (:

    ResponderEliminar