24/02/2015

Tell me a story

Se tivesse visto este filme há dois ou três anos, estou certa que teria sido devastador para mim. A empatia com as personagens e o cerne da acção ter-me-iam deixado prostrada e avivado um sofrimento que pensava, então, não ter como diminuir.
O «se» não aconteceu e Cake foi visto com a distância de quem se revê mas sabe que a banalidade «o tempo cura tudo» é tão irritantemente verdadeira que o repetiu para si vez após vez, como se o dissesse àquelas pessoas na tela. 
Cake foi visto por um coração cauterizado e isso, parecendo que não, fez toda a diferença.


4 comentários:

  1. Carla.... venho sempre aqui. Não comento pois, como você não vai a meu blog (isso não é imposição nem convite...por favor!!!), penso que você poderia não gostar de meus comentários.
    Mas achei teu texto fantasticamente verdadeiro... e cruel.
    O tempo cura e cauteriza (bela expressão) nossos corações....talvez, daqui a alguns anos, você veja esse filme com outro olhar......
    O coração já criou novas cicatrizes.... novas cauterizações, proporcionando novos olhares ao tempo e às coisas.
    Assim é a vida e nossas feridas de amor!!!
    Um beijo respeitoso!!!

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  2. Timtim, quando puderes, aproveita. :)

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  3. Pequenos Delitos, é verdade que não vou e a razão principal é: esqueço-me! Sei que é terrível, mas sou um pouco despassarada com os blogues que costumo ler, muitas vezes leio-os de enfiada, porque fui deixando passar.

    Todos os comentários são importantes, mesmo os que não são :) por darem motivo a reflexões. O que não é o caso dos seus.

    Acredito que sim, talvez até com uma mágoa renovada, que isto do coração tem muito que se lhe diga. Ou então vou estar ainda mais distante - não sei. Quando acontecer, e se tiver o blogue, venho cá dizer como foi.

    Outro para si :)

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