29/01/2015

A profundidade da minha ignorância

Desde ontem que ando a matutar nos vencedores do Prémio Nobel da Literatura. Reformulo. Desde ontem que ando a matutar em quantos vencedores do Prémio Nobel da Literatura conheço e/ou já li. Com uma ajuda da sempre amiga Wikipédia, conto 101 vencedores e pressinto já o negro do obscurantismo literário que se aproxima. Não há como fugir à negra nuvem, ter lido oito em cento e um, e ter um à espera há cerca de dez anos, atira-me para uma idade média das letras, para o nono círculo infernal dos bons leitores, para o desterro dos intelectuais. Não sei se o facto de ter tido este pensamento enquanto lia Mondiano em francês tem algum atenuante. É que é «chique a valer»!


A parca lista da vergonha

Thomas Mann (1929)
Luigi Pirandello (1934) - na língua original, sff
Eugene O'Neill (1936)
Hermann Hess - o tal que está em espera
Ernest Hemingway (1954)
Gabriel García Márquez (1982)
Camilo José Cela (1989)
José Saramago (1998)
Patrick Mondiano (2014)


Depois há os que se lêem aos retalhos, espalhados por antologias e sítios de poesia, como Neruda ou T. S. Eliot, mas esses não contei.

5 comentários:

  1. Olha, não te sintas mal. Da tua lista, há dois que desconheço completamente a obra., Mas não leio por causa dos prémios. Ah e acima de tudo, adoro literatura portuguesa, a minha eleita. Gosto de Saramago, mas não adoro.

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  2. Sim, não são os prémios que definem o que quer que seja, até porque dos 101 vencedores, mais de metade serão desconhecidos. Os que persistem têm mesmo de ser bons e eu quero saber porquê.

    E, claro, fica sempre bem no meu de um chá com as amigas, atirar para o ar que se anda a ler um Nobel. (;

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  3. Também sou uma ignorante :) Nunca me lembrei de ler os Nobel mas hei-de começar pelos mais recentes. Da tua lista acho que só li Gabriel Garcia Marquez, (e não gosto) e o Saramago.

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  4. O DN chegou a ter uma colecção de vencedores. Na altura, creio que há uns 10 anos, ainda comprei uns cinco. Vou procurar em alfarrabistas, sempre é um ponto de partida como outro qualquer. (:

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  5. também não penses que o prémio nobel é sinónimo de grande literatura (ou seja, não tens perdido grande coisa). desde a segunda guerra que o prémio é fortemente político (ou politizado). há tanta tanta gente que nunca o ganhou (nem ganhará) e que merecia, basta pensar em borges ou pessoa, por exemplo. mas há sete suecos (ah, a suécia, esse grande país das letras) e três irlandeses (mas nenhum é joyce). e nos últimos anos os critérios creio serem ainda mais insondáveis. enfim...

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