15/09/2014

Ah, se eu pudesse!


O mundo vive bem sem ser informado ao pormenor das minhas actividades diárias. O mundo real e o virtual, está bem de ver, que entre ambos não dista assim tanta diferença como a que nos querem convencer. À medida que luto com o shift, a tecla A e o acento grave, chego à nobre conclusão de que qualquer dos mundos até agradece que guarde recato sobre o que faço da minha vidinha. 


E eis-nos chegados ao recato, esse substantivo singular, que o dicionário não me diz de onde vem mas é bastante explícito no seu significado: 1. Resguardo; segredo. 2. Prudência. 3. Lugar escondido. 4. Honestidade, pejo, modéstia.

Aconselha-me, por isso, a prudência que guarde segredo das minudências dos meus dias. Para ser honesta, melhor é que as mantenha resguardadas, digo, num lugar escondido, e nem é bem por modéstia, é mesmo por pejo de dar a conhecer tal volume de insignificâncias.

Só por isto não vos faço saber que vou experimentar fazer compota de pêra. Não fora o recato, caríssimos, e escarrapacharia tudo aqui, com reportagem fotográfica e tudo. Assim não podendo ser, guardo silêncio.

1 comentário:

  1. Agora que levantaste o véu, gostaríamos de ver mais.

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