16/06/2014

Nem os que fugiram escapam

Todo o grande homem tem, hoje em dia, discípulos, e é sempre Judas quem lhe escreve a biografia.


Na altura em que li um certo texto evocativo de um poeta morto, não tinha ainda lido esta fala de Gilbert, personagem que dialoga com Ernest no ensaio «O Crítico como Artista», de Oscar Wilde (Intenções, quatro ensaios sobre estética, Cotovia, 1993), no entanto, lembro-me perfeitamente de ter pensado que o tal crítico não passava de um artista armado em Judas. E desprezei-o, com cada célula do meu ser, num profundo desprezo.

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