20/05/2014

Deixa a circunferência e atenta na elipse - aprenderás muito mais sobre ti mesmo

Grassam pelo Facebook, e muitos blogues, imagens com frases inspiradoras, versando sobre a volatilidade das amizades ou a permanência das pessoas na vida de cada um, por exemplo: pessoas vêm e vão, acostume-se; só os amigos verdadeiros ficam para a vida; etc. e tal...

Até aqui nada de novo. São afirmações inegáveis que todos já tivemos oportunidade de comprovar, alguns bem mais do que uma vez. No entanto, no ímpeto de partilhar esta sabedoria de pacotilha, falha-se no essencial: as pessoas somos nós, se elas vêm e vão, é porque nós também vimos e vamos da vida dos outros. E como se pode afirmar que alguém, só porque a vida levou cada um para o seu lado, no tempo em que esteve presente não foi sincero e interessado, sendo aquilo que realmente se chama «amigo»? Não será demasiado cru considerarem essas pessoas como amigos postiços? E a nossa parte de culpa por não termos permanecido na vida dos outros?

2 comentários:

  1. Ora aqui está uma abordagem inteligente! Gostei muito! :-)
    Beijinho, Carla.

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  2. Por vezes a vida leva as pessoas por caminhos diferentes, caminhos que talvez não se voltem a cruzar. Penso que cabe a cada um de nós saber distinguir quais as pessoas que tendo caminhos diferentes dos nossos, "vale a pena" manter na nossa vida.
    Mas é mais cómodo ficar no sofá!

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