10/03/2014

Um chá de limão e uma aspirina

É nas alturas em que me sinto doente, ou que estou comprovadamente doente, que sinto mais falta das pessoas que me faltam. Há todo um esforço heróico de resistência à saudade que se esvai em menos de nada. Os estados de doença prestam-se a fragilidades emocionais mais vincadas do que súbito abaixamento do número de glóbulos brancos no sistema -- não me lembro de um único episódio de Era uma vez o Corpo Humano em que as defesas da alma lutassem contra diabretes negros em forma de S (Saudade ou M (Melancolia). No fundo, o que um corpo a resistir a um vírus quer é mimo, abraços apertados, carinhos no cabelo, beijos na testa, como quando está são.

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