11/03/2014

Kiss me till the end of time

Depois de ver este vídeo partilhado por alguns amigos, resolvi-me a clicar na ligação e a vê-lo.



O cerne do vídeo não é o primeiro beijo no sentido de ser O primeiro, mas o primeiro que se partilha com alguém. Confesso que sorri o tempo inteiro, por me rever no embaraço, na dúvida, naquele aproximar desejoso, no tocar dos lábios pela primeira vez.

Não é que precise de muito esforço para voltar a um dia particular de muito grata memória, mas hoje -- porque hoje há beijos que precisam de ser dados em silêncio -- foi como se voltasse novamente àquele lugar, àquela hora, àquela mistura de medo e vontade (e se ele não quer e eu quero tanto?). As mãos ainda me tremem um bocadinho, assim como as pernas e o coração, e o frio na barriga (talvez seja o bater de asas das borboletas) não passou.

Depois do medo vencido, dos lábios tocados, de um suspiro que não se segura, o calor de um corpo que nos ampara, a consciência plena do outro e dos efeitos que nos causa - mesmo que um relógio suspenso continue a debitar realidade na passagem dos minutos.

O primeiro beijo que se dá a alguém é bom e eu permito-me repeti-lo a cada reencontro.

3 comentários:

  1. O primeiro beijo é realmente uma experiência única. Confesso que numa relação às vezes não damos valor aos beijos dados. Ainda assim é engraçado que, em momentos em que a distância nos separa, no reencontro, é como se se voltasse a repetir o primeiro beijo :)
    Beijinhos*

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