30/01/2013

O que é a Felicidade ?

- Que é a felicidade?
- Portanto, a felicidade é sentirmo-nos portanto de bem com a vida.
- Pronto, a felicidade é termos, pronto, aquilo que pronto mais desejamos.
- A felicidade exactamente é termos exactamente aquilo que exactamente nós queremos.
- A felicidade, não é? é estarmos contentes, não é? connosco mesmos.
- A felicidade, quer dizer, é ambicionarmos, quer dizer só o que nos é necessário.
- A felicidade, porra, é a gente, porra, não estar chateado, porra.
- A felicidade an an... é an...
São sete «bordões». Mas há mais. Quase toda a gente os usa. São os intervalos em que vamos pensando uma resposta ou simples exposição. Como talvez o gaguejar de um gago.

Vergílio Ferreira, Escrever

Tomorrow we'll be free


Soon we'll be found - Sia

Come along it is the break of day
Surely now, you'll have some things to say
It's not the time for telling tales on me

So come along, it wont be long
'Til we return happy
Shut your eyes, there are no lies
In this world we call sleep
Let's desert this day of hurt
Tomorrow we'll be free

Let's not fight I'm tired can't we just sleep tonight
Turn away it's just there's nothing left here to say
Turn around I know we're lost but soon we'll be found

Well it's been rough but we'll be just fine
Work it out yeah we'll survive
You mustn't let a few bad times dictate

27/01/2013

Pensamentos dispersos entre cafés e copos de licor

Há objectivos que parecem ter como único fito não ter qualquer tipo de objectivo. Há também pessoas ditas doidas que gostam de andar assim, ao sabor da maré. E há pessoas ditas neuróticas que gostam de planear a vida ao microssegundo, sem tempo para o imprevisível. Para elas os objectivos serão metas a atingir. Há pessoas que quando começam a escrever não sabem onde vão parar. E há pessoas que às vezes gostariam de poder subverter toda a gramática atestada e inventar uma maneira nova de dizer amor. Há pessoas que deviam deixar de beber vinho branco ao almoço. E há pessoas que deviam deixar de dizer às outras o que elas podem ou não fazer. Rodopia-se em bancos altos, feitos de pau de pinho, em roscas que descrevem círculos quase perfeitos, quando não são elipses a rasar a parede, à procura da melhor perspectiva. E de repente deu-me vontade de ler Cecília Meireles.

25/01/2013

Inesperados encontros

Tropeço em ti. Duas vezes. Nem sequer te procurava. Foi num acaso, o bar do acaso? Questiono. Não tenho respostas. Saíste-me ao caminho, em silêncio. Olhaste-me com os mesmos olhos, das duas vezes, castanhos no teu jeito de me perguntar: Já te esqueceste? Quero dizer-te que sim, que tenho desejado que sim. Não, não me esqueci. E é num só momento tanta a falta que te sinto. Grande. Como tu. Não há textos perfeitos. Este é só mais um exemplo.

24/01/2013

Fica sempre mais por dizer

Night time - The XX

Pensa em flores e passarinhos

Na minha caminhada de volta ao optimismo (não está fácil, mas para alguma coisa há de servir ser teimosa que nem uma mula, nas palavras da mãezinha), inspiro-me aqui, no espaço da Valentina, cheio de cor e alegria. Fiquei fã da delicadeza do desenho, das cores e dos temas (pelo menos de alguns) - é impossível resistir aos mochos, ou não fosse eu de Letras. 
Hoje o sol dá mostras de querer sair da vergonha em que tem vivido, Éolo foi à vida dele e a chuva cansou-se. As árvores e as telhas podem ficar postas em sossego mais uns tempos. E eu vou estar com a minha mocidade, só pode ser bom.

22/01/2013

E depois da tempestade vem

um pavoroso acidente de comboio e uma nova tempestade.
Sejam muito bem-vindos ao litoral centro.

@ Diário das Beiras - Coimbra (este fds)

@ Sapo Notícias - Alfarelos (choque entre o Intercidade e o Regional)


21/01/2013

Há árvores e telhas entre os tombados. Salvaram-se as almas

Começou por ser um vento forte e uma chuva fria e persistente. 
A noite gemeu e chorou todas as horas em que o sol esteve ausente. Dir-se-ia magoada com alguma coisa, tal a fúria com que invocou os elementos. Pela manhã, havia já algumas árvores tombadas, mostrengos verdes de boca escancarada pelo meio da estrada e algumas telhas ausentes.
Mas a manhã acordou zangada com o minúsculo homem e castigou-o com  a escuridão. Nuvens cerradas a tapar o sol, janelas cerradas a proteger os vidros, interruptores mortos sem conseguir cumprir a sua função.
E o dia tombava mais árvores que arrastavam fios e partiam tubos, derrubavam chaminés, arrancavam telhados e fustigavam as posses dos homens. Carros presos, sem combustível nem passagem; corpos sujos, sem água nem conforto. Só as vetustas velas ardiam trémulas.



Há quem já tenha luz. Há quem já tenha água. Há quem já tenha telefone e telemóvel com rede e ligação à Internet. Há quem nem tenha tido tantos estragos assim.

Mas ainda há quem esteja às escuras e assim vá continuar mais dias. Há quem ainda não tenha água, nem o telefone a funcionar. Há quem tenha perdido muito.

Há paisagens irreconhecíveis. As árvores foram vencidas pelo cansaço.

17/01/2013

Something good is going to happen

Valentina Design

Proibi-me a mim mesma de duvidar de mim, ter um pensamento negativo ou deixar-me consumir pelas circunstâncias.
Vocês, caríssimos leitores, ficam desde já autorizados a lembrarem-me da minha resolução, se me virem cair na tentação da auto-comiseração.

16/01/2013

Começam as águas a dividir-se

E cada coisa de que gosto a seguir o seu caminho.

O meu gosto por fotografia (atenção que eu não mencionei habilidade) encontrou o seu espaço no tumblr.



A divulgação cultural vai-se fazendo no Português de Perdição (o cabeçalho está prestes a mudar).




Falar de livros, dos que vou lendo e que gostava de ler, é ali, nas Leituras Desordenadas. São tão caóticas as minhas incursões no mundo dos livros que é preciso registar com paciência cada uma, para que nada se esqueça ou se perca.



A poesia mudou-se de armas e bagagens e inspiração e impulso para as Rimas Imperfeitas. Um espaço que começou por ser uma conversa amena entre imagens e texto e cresceu até ser o que tiver de ser, desde que seja meu, mesmo que não tenha imagem.


Todos os cabeçalhos foram criados por mim e têm sido um prazer as tentativas de encontrar uma personalidade para cada um.


Depois, há este. Melhor, primeiro há este: o blogue alfa, a nave mãe, de onde parte tudo, onde eu sou muito eu e publico coisas que me dizem muito ou me aborrecem supinamente. O meu querido Uma Rapariga Simples, quase a fazer cinco anos, espécie de muro de lamentações que já me permitiu momentos muito bonitos e conhecer pessoas que acrescentaram poesia aos meus dias.

15/01/2013

Where there is a flame, someone's bound to get burned

Try - P!nk


Humm, só agora me dou conta que a Pink afinal é P!nk. Apesar disso, gosto da música e daquele vídeo meio luta greco-romana, meio ballet contemporâneo e da letra. Claro, da letra.

14/01/2013

Sabes bem que não minto, tonto. Meu mal é ter verdade a mais

São 15 minutos de excelente música que ouço num repeat constante (como toda a música de que gosto, até a esgotar, até tirar dela todos os pensamentos e as sensações), principalmente esta versão de "Amor Afoito".

Silêncio, que a Ana Moura vai cantar Desfado.



Amor Afoito - Ana Moura

Dou-te o meu amor
se mo souberes pedir, tonto.
Não me venhas com truques,
pára, já te conheço bem demais.

Dou-te o meu amor
sem qualquer condição, por ora.
Mas terás de provar que vales mais
que o que já mostraste ser.

Se me souberes cuidar,
já sei teu destino.
Li ontem a sina,
a sorte nos rirá, amor.

Se quiseres arriscar,
não temas a vida.
Amor, este fogo
não devemos temer.

Dou-te o meu amor
em troca desse olhar, doce.
Não resisto e tu tão bem sabes.
Tenho raiva de assim ser.

Tudo em mim, amor, é teu,
podes tocar, não mordo.
Sabes bem que não minto, tonto.
Meu mal é ter verdade a mais.

13/01/2013

Sou uma fútil!

Desejos para 2013

Comprar um frigorífico branco com o meu dinheiro.

12/01/2013

Dai-nos paciência.

Há doenças tão estranhas, mas tão estranhas, que só manifestam a necessidade de visitar urgências aos fins de semana e dias feriados.

11/01/2013

Oscilações

A imagem tem o poder de enganar muito, a palavra tem o poder de mentir muito.
Pedro Paixão, Quase gosto da vida que tenho 
Rage_by_Caliban13 @ dA

10/01/2013

Fernando e Ofélia

namoraram por carta. Se fosse hoje, trocariam emails?

O meu amor é pequeno,
Pequenino não o acho.
Uma pulga deu-lhe um coice,
Deitou-o da cama abaixo.

Os políticos portugueses são pessoas de visão

O estado tem sido sucessivamente acusado de gastar milhões em auto-estradas que nãos servem os portugueses.
O estado tem sido sucessivamente acusado de não criar condições de trabalho ao número galopante de licenciados desempregados.
O estado tem sido sucessivamente vítima de má-fé e bílis negra.
O estado português criou quilómetro e quilómetros de postos de trabalho, para que os milhares de licenciados desempregados pudessem exercer profissões liberais, legalmente apoiadas com os recibos verdes, do norte ao sul do país, sem esquecer o combate à desertificação no interior.
Os políticos portugueses são pessoas de visão e uns incompreendidos, é o que são.






(Estou a meia dúzia de horas de incluir no meu CV a seguinte nota de rodapé: Com quem é que eu tenho de dormir, para ter trabalho?. Maneiras que é isto.)


09/01/2013

06/01/2013

Do fundo do coração



A todos os que leram, ouviram, viram, e tudo junto.
A todos os que entenderam, desconfiaram ou ainda estão para saber.
A todos os que me fizeram rir, chorar de rir e ouviram chorar.
A todos os que deixaram palavras e abraços e aos que deram tudo isso e miminhos de chocolate.
A todos os que já estavam, regressaram e chegaram em andamento.
A todos os que se sentaram e esperaram, me empurraram e desesperaram.
A todos os que ficaram em silêncio, por não saberem o que dizer.
A todos os que fizeram este último ano mais suportável, apesar de tudo, de todas as perdas, de todos os cansaços.
A cada um de vocês, diferente dos outros, mas tão, tão especiais, do fundo do meu coração, obrigada.

04/01/2013

Quem pôs aquele hífen a segurar a saudade?

Há um baloiço pendurado em caudas de cometas
de onde observas o nosso mundo e questionas,
por certo questionas,
a poeira do espaço e o leite derramado
entre as estrelas.

Inclina-te nesse assento alado,
interessa-te uma vez mais pela rotina
entediante dos dias que passam
em acelerado vagar.
Vês-me? Consegues ver os meus cabelos arruivados, à mesma luz
de janeiro que já passou?
Hoje não me maquilhei, mas vesti a minha saia das pregas
e calcei as minhas meias pretas.

Não foi assim. Hoje calcei as
minhas meias pretas e pintei os olhos
de cinzento escuro
bem carregado pelo negro do lápis,
desafiando a ordem do acaso.
No meu dedo, a prata martelada não cumprirá o seu papel,
foi substituída por duas metades frias de metal que
aproximo à licra negra,
cheias de intenções malignas, e que me
estremecem  no ranger do corte:
bem-vindo ao caos!
A perfeição é incomodativa.

Inclina-te mais um pouco.
Vês-me? Vês as malhas da minha meia?
Sou uma punk de saia às pregas e
meias rotas, miragem no deserto de areia,
onde só o vento remexe o tecido,
como mãos grandes e macias que me arrepiam.
Levanto a saia acima da medida
da decência: é preciso que vejas
as marcas nas meias, é preciso
que saibas que elas estão
irremediavelmente quebradas,
que as meias, como eu, não voltarão a ser as mesmas.

Sai desse baloiço e vem ver com o mesmo
despudor da primeira vez
as minhas pernas nuas
aos teus olhos, enegrecidas de espanto!

Não vens? Que faço às meias?
Não servem para nada.
Nada é tudo o que resta,
resto de amargura,
amarga saudade,
saudoso lamento,
lamentável estado
vazio.

Baixo a saia. Aperto o casaco.
O caos mitiga as certezas.
Tudo o que sei é que esse baloiço
está alto demais e eu tenho vertigens
e um diferendo com Caronte.

Balança, pequeno encantador de estrelas,
e pergunta à ursa maior se o frio do inverno
ficará para sempre.

[é impossível que já tenha passado um ano]

01/01/2013

De ti só espero que me deixes saudades

Bom Ano!


Vá, fãs do Assassin's Creed, saltem cá para fora. ;)