07/10/2013

Uma Rapariga Simples, sim, mas do Miller

Li Uma Rapariga Simples no ano 2000, num dia de calor, sobre uma areia escaldante, sob um vento avassalador como normalmente se faz sentir nas praias da Figueira, graças ao Diário de Notícias que resolveu publicar uma colecção de bons textos, organizados numa Biblioteca de Verão. Creio - se a memória não me falha e falha muitas vezes tal é o fastio que tem por memorizar nomes - ter sido o único texto de Arthur Miller que li. Li, pus no saco, chegada a casa pus na prateleira e de lá só o tirei quando precisei de desencantar um nome decente para este blogue, que ainda não era mais do que o primeiro de quatro passos até à publicação.

A verdade é que esqueci a história. Retive apenas o excerto que me levou a adoptar o nome, nada mais. Hoje, treze anos passados, reli-o com o fascínio de uma primeira leitura e entendi a razão por que Janice permaneceu na minha memória, mesmo que desprovida do nome ou contexto - o inconformismo.

Quem sabe, também eu encontre um Charles, mesmo que ele só me possa ver com a ponta dos dedos.