03/10/2013

R.I.P., Clio


Adeus, companheiro de muitos quilómetros.
Foi contigo o meu único acidente e a minha única multa, a única coisa que tive assaltada; transportaste algumas das pessoas que mais queridas me foram; viste mais do que era suposto; ouviste-me reclamar, cantar, rir, chorar e ouviste o meu silêncio, por horas e horas; enchi-te de lixo, de livros, de atoalhados e miudezas, de tralha e tintas; passeaste na gaiola cães, gatos e pessoas que precisaram de boleia. Tinhas já um aspecto feiinho, mas eras meu; foi nas minhas mãos que chegaste aos 300.000 km e eu gostava de ti como eras. 


Foste muito mau em teres deixado de andar, assim, no meio da auto-estrada, à hora de ponta. E eu que tinha tanta coisa para ir levar ao Ecoponto.
Bolas!