28/10/2013

O «ide» tinha de vir de algum lado

Há quem se lembre de todos os filmes que viu, dos discos que ouviu, dos pintores maiores de cada movimento, dos escritores que fizeram escola, de versos soltos dos poemas que são substrato de muitos outros, de nomes de actores e pormenores que atestam indiscutivelmente a sua sapiência e elevado nível cultural.

Haver, há. Para grande pena minha, não me incluo neste rol. Os nomes fogem-me com a mesma rapidez das árvores, quando o comboio passa por elas; escoam-se como água no ralo, e tudo o que fica é uma vaga lembrança, um resíduo indefinido.

Hoje, ao ler «Let’s look o trailler do Herman Enciclopédia», da Anabela Mota Ribeiro, percebo - não sem espanto - de onde me vem a expressão «ide ...» que tantas vezes já escrevi em textos deste blogue. Foram horas a consumir este programa e a marca ficou, mesmo que em conversas de socialização faça a triste figura de não saber dizer coisa nenhuma.