02/07/2013

Resolver problemas é bom, rever textos também


Diz o meu irmão mais novo que um engenheiro é um resolutor de problemas. Fico-me a pensar se não errei a profissão e se não há em mim um engenheiro em potência que não teve a oportunidade de ver a luz do dia.
Gosto de resolver problemas. É um facto. Não é que almeje a perfeição – estou bem consciente das limitações da empresa – tão só gosto de aperfeiçoar coisas. Se há um móvel com ar feiote, por que não dar-lhe um novo ar? Por que não organizar as divisões até encontrar a combinação mais funcional? Por que não arrumar os armários e ter espaço para tudo, de forma ordenada?

Às vezes, esta ordenação compulsiva dos objectos estende-se às pessoas, mas mais no sentido de saber realmente o que elas significam para mim – por isso, situações indefinidas tendem a provocar sofrimento e a técnica máscula número um de resolver quezílias pelo silêncio é capaz de me enfurecer ao nível asiático de Hulk.

Deixando as sentimentalidades de lado, gosto de rever textos. Faço-o por um verdadeiro gosto de pegar num texto com falhas e deixá-lo limpo de excessos, claro, lógico e científico – claro que não estou a falar dos textos literários – de conseguir entender o raciocínio lógico de quem escreveu e dar-lhe a forma pretendida a priori.


Agora, vou viajar no tempo até aos primórdios do Real Mosteiro de Santa Maria de Seiça. Portem-se bem.

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