10/06/2013

Melhor é dar que receber

A forretice nunca fez parte do meu carácter. Sou daquele tipo de pessoas que é capaz de partilhar o que tem, apesar da proverbial sentença - «quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte» - mesmo ficando com a pior parte, e tem inclusive uma alegria imensa em o fazer. Gosto de procurar presentes que tenham a cara do ofertado, que, independentemente do valor monetário, tenham um grande valor afectivo - e é assim que gosto de ser presenteada.

Mas não gosto que abusem da minha generosidade, que me comecem a forçar a ter de dar, que exijam de mim o que não tenho por que fazer. Nestas alturas, o generoso dá lugar ao indiferente e, por mais que instem e apelem, toda eu me desentendo.

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