05/03/2013

Não há pior divulgadora do meu trabalho do que eu mesma

A divulgação de um produto faz-se de forma aguerrida e constante, procurando destacar-se dos demais na selva que é o mercado de consumo. Corrijam-me lá, caros leitores da área do Marketing, caso tenha dito algum disparato do meu tamanho.

As plataformas virtuais são veículos ligeiros nessa mesma divulgação e quem as souber usar, poderá ter mais sucesso, chegar a um público maior.

Era supostamente isto que eu deveria fazer com o meu cantinho virtual de poesia. Porém, a ideia de andar a pedinchar Likes e comentário e partilhas, entupindo as caixas de mensagens dos amigos e conhecidos com emails desnecessários, causa-me constrangimento. Não sou capaz. Se gostarem, se quiserem ler, se quiserem partilhar, ficarei encantada. Se não quiserem, é um direito que lhes assiste, porque eu também não gosto de ser bombardeada com o que me é relativamente indiferente.

Por isso, as Rimas andam ali a flutuar no esquecimento, não fossem as três ou quatro almas generosas que insistem em as ler e tentar perceber, comentando. 

Mas como aquele espaço continua a ser a minha terapia poética, até provas em contrário, pode muito bem continuar como está.

Entretanto, vou ali criar uma campanha de angariação de Likes e já volto.

11 comentários:

  1. Gostei da tua terapia. Tentarei acompanhá-la mais de perto, graças a esta operação - bem sucedida :) - de marketing. Um beijinho Rapariga

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    1. Este texto é mais uma queixinha do que uma operação de marketing e foi escrito depois de ter estado a reclamar com os meus irmãos que nem eles se interessavam pelas minhas coisas. Estás a ver, uma fitinha tipicamente feminina para ver se os comovia. Não tive sorte nenhuma, por isso, vim desabafar para aqui. (;

      beijinho, Helena

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  2. O teu mal é estares mal habituada, quando souberes o que é escrever meses e meses a fio para uma alma, falavas de outro modo ;)

    Quanto ao esquecimento, é a marca de água dos blogues, por mais populares que sejam. Dos blogues lê-se a fruta do dia, não a do ano passado.

    O meu primeiro blogue, para tudo há o primeiro :), chamava-se escrito na areia, retirado duma coluna de jornal do augusto abelaira. O que se escreve no jornal ou num blogue, é escrito na areia, vem a próxima onda e leva tudo.

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    1. Para sua informação, durante 3 anos ninguém comentou este blogue e as visitas resultaram de pesquisas e não de curiosidade sobre o que escrevia. Tive até outro blogue que era tão privado, mas tão privado, que já nem eu lá entro, porque não me lembro das chaves.

      No dia em que deixaram um comentário aqui, fiquei abismada, por isso, sei bem o que é escrever para alma nenhuma a não ser a minha. humpf

      Ah, claro e quanto imediato melhor. Pensar ou escrever comentários a metro é um exercício cansativo.

      Apagaste o blogue? Tinha um nome bonito. Olha, pelo menos o que é escrito na parede sempre dura mais um tempo. Até a pintarem ou deitarem abaixo. (;

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    2. Ninguém comentava porque apagavas as dezenas de comentários, a bem da cena de escritora maldita que alimentavas na altura.

      Não não e não e não não e não. Quanto menos imediato melhor. Morra o imediatismo, morra. Pim.

      Não o apaguei, fu(n)di-o.

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    3. Os imediatistas são uns habilidosos e vestem-se mal! :D

      Ah, estou a ver. E ele não se importou?



      Oh, sim, porque entretanto adoptei a cena de escritora pop-alternativa, com laivos de indie - isto não é na música?

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  3. usa mamas. uma foto dum decote ajuda sempre :)

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    1. Pressuponho que seja no blogue, é que eu uso um par, quer queira quer não. :D

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  4. Com LIKES ou disLIKES, espero que continues a declamar a Alma.

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    1. Isso indiscutivelmente, é uma necessidade fisiológica. lol

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  5. Eu quero é que tu escrevas. Sempre.
    Estarei na primeira linha para te ler, mesmo sem óculos.

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