16/02/2013

Desconcerto

Diz que a poesia de Camões é, toda ela, feita de tensões entre o que ele queria e o que tinha, entre a perfeição idealizada e a imperfeição realizada, entre o amor espiritualizado à maneira de Petrarca e o amor sensual que sempre lhe cabia em sorte. 

Diz que a lírica camoniana continua a influenciar como escrevemos e sentimos. "Tanto de meu estado me acho incerto...", o resto é desconcerto.

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