29/12/2012

Ainda que tu estejas aí e eu esteja aqui



Ainda que tu estejas aí
e eu esteja aqui estaremos
sempre no mesmo sítio se
Fecharmos os olhos serás sempre tu
e tu que me ensinarás a nadar
seremos sempre nós sob
o sol morno de julho e o véu ténue
do nosso silêncio será sempre o
teu e o teu e o meu sorriso a cair
e a gritar de alegria ao mergulhar
na água ao procurar um abraço que
não precisa de ser dado serão
sempre os teus e os teus e os meus
cabelos molhados na respiração
suave das parreiras sempre as tuas
e as tuas e as minhas mãos que não
precisam de se dar para se sentir
ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre
juntos nesta tarde de sol de Julho
a nadarmos sob o planar sereno dos
pombos no tanque pouco fundo da
nossa horta sempre no tanque fresco
da horta que construíram para nós
para que na vida pudéssemos ser
mana e mana e mano sempre.

em A criança em ruínas, José Luís Peixoto

28/12/2012

O meu Facebook reza assim

Eu sei que quem me lê passa horas incontáveis a imaginar aquilo que eu escrevo no FB e já remexeu o dito à procura da página do blogue, só para poder ter uns momentos de descanso. Mas não acha, porque não existe e o meu canto lá é só para alguns (que diminuem a olhos vistos). Por isso, e como sou uma alma generosa, deixo-vos espreitar as fabulosas frases que escrevi este ano que ainda por aqui agoniza.

São elevados cadinhos da melhor literatura contemporânea (e daí...).


Só mais uma coisinha, a despeito do assumido, voltei mesmo a mudar a disposição da sala. :D

27/12/2012

Os mortos não bebem

Não é verdade. O meu morto bebe-me todos os dias. Um pouco mais de cada vez. 
Pegou em mim inteira e dispôs-me numa linha longa de pequenos copos de vidro, todos iguais, a bem do equilíbrio estético, numa transparência cintilante de matéria não terrena, em cima de um balcão de eternidade. Pouquinho em cada um, é preciso beber devagar, para não perder a clarividência. Pintou-me de vermelho rubro e amarelo ambar, aumentou-me o grau e assim me degusta entre pensamentos de compreensão holística. Até não sobrar mais nada.



* Título retirado do filme Mortinho por chegar a casa, de Carlos da Silva e George Sluizer.

26/12/2012

Pai Natal, para o ano...

EXIJO uma máquina de lavar loiça em casa dos meus pais!
As mãos estão uma desgraça, as unhas uma miséria e a minha cara era mais ou menos aquela, sempre que alguém dizia "ainda falta mais isto".


24/12/2012

Eu e o presépio cá de casa

Desejamo-vos um Feliz Natal, o que quer que isso seja, como quer que vocês o entendam, com quem vos aprouver. 
Como podem ver, o meu presépio singelo não tem burro, mas tem um galo e um porco. Só porque eu gosto de ser do contra (e era o que vinha na caixa).

Ho ho ho! Merry Christmas!!

22/12/2012

I wish I had a river I could skate away on


Tão bonito. E é quase Natal. (:

21/12/2012

Deixem-me contar-vos uma coisa que vocês não sabem

Apesar de toda as emoções espiraladas que ando a sentir, estou há um valente par de horas muito bem disposta, o que é bom, porque desperta em mim o lado fofinho e confidente que poucos veem. 

Ao longo destes anos, aqui no blogue, já vos contei muita coisa, a maior parte ninguém percebeu (era mesma essa a intenção), outra grande parte foi facilmente percebida, e hoje apetece-me falar-vos das minhas crianças.

Durante nove anos, fui uma espécie de catequista (digo-vos isto assim, para que entendam, uma vez que não sou católica) e guardo desses tempos uma saudade imensa. Passaram pelas minhas mãos e colo e abraços uma série de miúdos que hoje me enchem de orgulho quando os vejo grandes, a fazer coisas, a namoriscar uns com os outros até.

O melhor desses tempos não era o que eu lhes ensinava, mas aquilo que eu aprendia quando eram eles a explicar os grandes mistérios da vida. Bastava um bocado de tecido e umas cartolinas, uns colares e muita imaginação para se ser tudo. Claro que os teatros nunca eram como se ensaiava, eram melhores, porque eram eles na sua inocência a ser simples.

Ao ver este vídeo, não pude deixar de me rir, porque nos revi em muitas coisas.
Independentemente da vossa cor religiosa, digam lá se os miúdos não têm estilo a contar e a dar vida ao que sabem? :)))

The Christmas story

www.stpauls.org.nz

Correspondência Íntima - IX

O passado é nosso. E voltamos lá sempre. Quer queiramos, quer não. Há ali um magnetismo. Sim, faz-te doer. Faz-nos doer a todos. Mas voltar a ele nem sempre é mau. Tenta pensar no lado positivo de cada um dos passados que te atormenta.

A minha relação com o passado está-me a escapar por entre dos dedos. Sinto que, se por um lado nada me liga ao passado ou o passado é-me tão estranho que nem o reconheço (há alturas em que mal o lembro), por outro ele pesa-me horrores e sinto que, mais do que nunca, estou presa neste momento assustador. É mais uma coisa que não sei. Mais uma dúvida, mais um assunto à reflexão.


20/12/2012

O meu cadinho de gente

faz 6 anos hoje!
E já anda na escola, e já revira os olhos, e já quase percebe a ironia, e já não gosta que a tia o aperte e o beijoque todo.

Quanto a isso, não tem sorte nenhuma!! :D



19/12/2012

Correspondência Íntima - VIII

Eu já nem sei o que sou. Sei que estou cansada, que há dias em que me apetecia fechar os olhos e não os voltar a abrir. Pelo menos uma vez na vida as coisas podiam correr bem, sei lá eu. Às tantas estou a ser egoísta, porque haverá gente em situação bem pior, porque as coisas estão como estão e só um grande milagre as fará mudar, porque eu deveria saber melhor. Não sei... Acho que o ano de 2012 vai ficar marcado pelo não sei, desde janeiro que é tudo o que digo. Eu realmente não sei nada.

18/12/2012

Aspirações sem razão

Eu queria apenas partilhar contigo a domesticidade sossegada de nós dois. Queria - vê lá tu - sentar-me ao teu lado, numa varanda sobre o mar, e escrever um romance que tu pudesses admirar. [...] Porque a História que nos aproximou, espremidinha até ao tutano, não dá senão para romances maus. Telenovelas de chular neurónios apagados.
Inês Pedrosa, Fazes-me Falta 


Blindness - The Gift

17/12/2012

A minha casa

Era altura de este texto ver a luz do dia. Assim se tece a teia com os fios da imortalidade.


Long Time - The Gift


'Cause they say home is where your heart is set in stone  
where you go when you’re alone 
Gabrielle Aplin, Home


Não sei o que vim fazer a casa. Não sei o que vim fazer aqui. Vim levada por um qualquer impulso de encontrar o que me falta e o que me falta és tu. Não posso não rir com este pensamento que é em si mesmo tão certo como esta necessidade de voltar geograficamente a este lugar e rio porque tentar encontrar-te na minha casa é como querer neve em pleno agosto.
Ainda assim, percorri os quilómetros que se intrometeram entre o lugar para onde fugi – de ti, do passado, de mim –, e o espaço físico que delimita a minha casa, a casa que moldei com as minhas mãos e onde desejei albergar-te. Não sei dizer por que caminho vim, por quem passei, quantas rotundas contornei. Não sei dizer o tempo que demorei, quantos carros me passaram, nem quantos passei. O negro da noite é tudo o que sei dizer. E a tua imagem em cada árvore, em cada estrela, em cada pedaço de alcatrão, em cada sinal, em todo o lado.
Subo a rua, remexo a mala, tateio o molho à procura da chave certa, introduzo-a na ranhura e sinto fugir-me das mãos a porta. Paro à entrada. Há um instante insano que me prende, me tolhe o passo necessário que me falta dar, me aguça os sentidos à espera que tu te movimentes. Ao instante de esperança louca, segue-se todas as vezes a desilusão. A minha casa nunca te viu, nunca te sentiu, nunca te cheirou. A minha casa não sabe a que soa o teu riso, nem te reconhece pela música, nem pela cadência dos passos.
Fecho a porta, poiso tudo o que trago no chão da cozinha, subo as escadas. E tu fechas a porta comigo, poisas o que trazes no chão da cozinha, sobes as escadas atrás de mim, segues para a varanda com vista para os telhados das outras casas, fumas um cigarro, paras o tempo. E eu paro contigo. Um instante que se suspende e onde se repetem todos os momentos do passado, uma pausa em movimento perpétuo, circulando por todas as memórias boas, polindo os momentos maus ou incómodos até ao sublime da saudade, escrevendo em vidros embaciados as intenções de futuro que hão de ter sempre a perfeição da irrealidade.
A minha casa é uma concha vazia, um somatório de paredes e chão e janelas e portas, divisões desprovidas de alma, de calor, de corpos respirando vida, transpirando vida, criando vida. A mesma casa que gerou muitas conversas, alguns risos, afirmações irrefutáveis, devaneios e muitos planos, está agora ornamentada com silêncio, mágoas e fragmentos do que te pertenceu e eu trouxe nos olhos e espalhei pelos espaços.
Continuo sem saber o que vim fazer aqui. A tua presença manifesta-se pela tua não presença, tu não estás aqui, vieste comigo. Sou eu que te levo para todo o lado, mesmo quando quero fugir de ti. Sou eu que guardo nas mãos os pedaços do que não foi e eu quis tanto que tivesse sido. Sou eu que te prendo, que te enlaço, que te teço na pele, que te fundo nas veias, que te respiro e imprimo em mim. Sou eu que tenho como futuro um pretérito mais que perfeito, porque o futuro não existe e foi vivido todo no presente que passou.
E o negro da noite cá dentro. E a tua imagem em cada parede, em cada luz, em cada pedaço de chão, em cada objeto, em todo o lado. E eu parada no cimo das escadas. E eu sem conseguir mover-me em qualquer direção que seja, para me perder de ti.
Fecho os olhos e ouço-te límpido e claro como se estivesses comigo. Chove-me nos olhos, chove-me por dentro; trovejam-me soluços que me estremecem, encharcam-me as lágrimas que a tua ausência chora; escurece-me os ossos a tristeza da tua perda. Estou tão cansada. Foge-me o entendimento necessário para alcançar o que vim fazer aqui, para discernir que impulso perverso me trouxe a este lugar, para determinar as razões que te tornam tão presente quando eu tenho feito tudo para seres passado.
Num mesmo momento, censuro-me, enfureço-me, choro de raiva, de saudade. Revolto-me contra a minha incapacidade de seguir um caminho que não este, de escolher partir sem remorsos, nem incertezas. Porque o coração pesa-me no peito e a minha mente é a minha pior inimiga. As coisas ganharam um tom desmaiado, afiguram-se-me fiapos de qualquer coisa antes grandiosa, têm pouco valor, menos sentido. Vejo-as desgastarem-se sem pena, as ruínas do meu mundo que compõem o caos em que me tornei. Limpo as lágrimas dos olhos, mas elas insistem em correr. Não deveria haver razão para tanto sofrimento, não deveria ser possível que alguém infligisse a outro tanto tormento. Eu deveria ter sido mais rápida a antecipar o dano que me causarias, negligenciei a minha intuição, ceguei-me propositadamente para os indícios que se espalharam à nossa volta. Agora o tempo segue o seu curso de se arrastar pelas horas e de me arrastar com ele. Afogo soluços teimosos e cedo perante o inevitável que é a falta que me fazes.
O tempo continua parado. A minha casa está vazia. Eu estou vazia.
Tu não estás aqui.

16/12/2012

Would you smile again if I stop the time

No rádio do meu acaso, umas intermitências de comunicações entre continentes separados pelo Letes ecoam a saudade miudinha que ficou para sempre na ponta dos dedos. A contar os dias ficaram moiras avessas à sua tarefa de cortar os fios. 


Meaning of life - The Gift

15/12/2012

Inclassificáveis # 45

Continuo sem perceber a beleza de um risco ao meio. Lá chegarei.



14/12/2012

Hoje não me recomendo

Não queiras saber de mim - Rui Veloso ft. Mariza


Entre os olhos de coelho com moléstia e o nariz de Rudolph, the reindeer, estou uma coisa linda de se ver. Definitivamente, hoje não me recomendo.

13/12/2012

Give it to me straight

Monster - Arielle


Give it to me straight
Will you love me
Will you leave me alone
Give it to me straight
Are we making a hotel
Or a home
Here's a fact you don't know me
Here's the truth you never will
You just want the meal
Honey you don't wanna foot the bill
But that's okay cuz

My heart's a muscle
And I, I give it exercise
I make it stronger so that I can take it
When it breaks and
The world is always spinning
The river always runs
You think I'm crazy
But I think I'm entitled to some fun

But why would you be kind
If it seems proper to be a monster
And why would you be polite
You're an imposter

Give, give, give it to me straight
Will you love me
Will you leave me alone
Give it to me straight
Am I fire when ice is all you've ever known
Here's a fact you can't break me
Here's the truth you're gonna try, try


Well you can charm me and disarm me
I won't even ask you why

This is not a relationship
Its a struggle for control
Why be kind when you left behind
With this empty hole
With this hole, hole

How would you like your very own monster


Aqui há uns dias, a minha mana gémea emprestada (maravilhas da amizade), A Rapariga Assim-Assim, deixou no meu fb esta música. O que só vem provar o quanto ela me conhece. Na verdade, ligo pouco à letra, só me consigo concentrar no piano e na modulação da voz da moça, que é uma das formas como gosto de ouvir música.
Aqui fica, Arielle.

12/12/2012

Taxar os Ricos (um conto de fadas animado)



Qualquer semelhança com a realidade portuguesa...

10/12/2012

Da nuvem ácida


Senta-te aqui. Aqui, nesta nuvem de excessos enxofrados de onde cairão chuvas ácidas.
Olha as pessoas que correm e se apressam, levam nas mãos sacos cheios da vida que lhes pesa e tarefas por cumprir. Correm pelas ruas, com pés de rodas com jantes de ligas leves ou rolamentos ruidosos - tanto faz -, param e avançam, segundo ordens estabelecidas superiormente pelo controlador de tráfego. Só conhecem duas cores: vermelho e verde, o amarelo é um esbatimento nas luzes da cidade que não tem relevância histórica.
Olha as pessoas que saem e entram em espaços insuspeitos, como quem foge do medo, à procura de paz. Chiam, apitam, rangem os dentes se alguém as ultrapassa no traço contínuo. É expressamente proibido ultrapassar pela direita. Para os infratores, há um baralho de contra-ordenações. Joguemos.
Olha as pessoas pálidas, acinzentando-se no monóxido de carbono que libertam das solas dos sapatos. É necessário que se implementem medidas amigas do ambiente e se substituam as solas de borracha por tamancos de madeira. Menos uma carta. Senhor guarda, tenha a gentileza. 
Olha as pessoas suspensas nas árvores, como quem navega os sonhos e colhe estrelas maduras. Subiram lá cima porque estão descalças, os pés duros pelas cascas que os rasparam. Aplaude-se a iniciativa amiga do ar que se respira. Desconfiam os que protegem as árvores. Será que lhes dói?
Olha as pessoas afadigadas, como formigas sem descanso, ocupadas de mãos, cansadas de braços, agitadas no trabalho.
O centro da cidade foi entregue às crianças, só elas se podem esconder atrás das estátuas e deitar nos bancos dos jardins. Proibida a entrada a humanos com mais de dez anos.
- Quem levará as crianças aos jardins?
- Boa pergunta. Deixemos as fadas fazer o seu trabalho.

08/12/2012

Eu provavelmente morro com o fim da luta

O fim da luta - Balla


Gosto de ver-te passar
Anseio por ver-te passar
Mas eu não vou,
Não vou.

Adoro ver-te gozar
Quero ver-te gozar
Mas eu não estou,
Não estou.

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que não nos faça tanto mal, 
Que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, 
Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz.

Hoje não vamos falar
Recuso ouvir-me falar
Mas eu não sou,
Não sou,
Forte pra te contestar
E tu queres ver-me gozar,
Mas eu não estou,
Não estou.

Se não conhecem este projeto fantástico, cliquem nos hiperligações aqui em baixo e descubram, com o bónus de poderem descarregar álbuns, de graça.


Gosto dos acasos que me levam a descobrir coisas boas, quer sejam pessoas, lugares ou música. No ano passado, não sabia o que oferecer ao meu irmão mais velho, pelo Natal, por isso, fui à FNAC e pus-me a olhar para a música portuguesa, à procura de artistas com nomes estranhos e capas que despertassem a minha atenção. Foi assim que descobri Balla. E o mano adorou. :)

07/12/2012

You hit me like a bomb


Diz quem me melhor me conhece que eu gosto mesmo é de música de fazer chorar as pedras da calçada, daquela que se ouve quando se esfregam feridas com sal, quer esteja a chorar copiosamente ou em euforia desmedida. Palpita-me até que vocês, que não me conhecem de lado nenhum, pensam o mesmo. Dou a mão à palmatória e admito o meu gosto particular por música triste.

Mas, como sou simples, coisa que vocês também já perceberam, tem dias em que o que eu gosto mesmo de ouvir é barulho, especialmente elementos do sexo masculino bem apessoados a gritar que nem mulheres histéricas em frente a montras com sapatos em saldo (Jon Bon Jovi, ninguém te bate, homem, por isso o meu coração palpita, mesmo ao fim de tantos anos). 

Hoje, apesar da chuva e do céu farrusco, estou numa de barulho, de guitarradas e instrumentos afins, que eu cá não sei que nomes lhes chamar. Para ajudar, os Third Day têm um álbum novo, que eu ouvi graças ao Youtube (you rock, man!), e esta música mai linda que vai tocar no PC o dia todo.

Agora, esta que vos escreve com fina elegância e superior arte em esgrimir palavras vai pegar no aspirador, nos panos, no balde e afins, e vai atacar a desarrumação like a bomb! Mas das que implodem e sugam o cotão e a porcalhice, já há pó suficiente em todo o lado, para me dar ao luxo de explodir.


Outra coisa... Parece que hoje é sexta. Oh! joy. (-.-)

03/12/2012

Boa segundaaaaaaaaaaaaa, fofinhoooooosssssss!!!!!!!! *

Gone - Paatos

I’ll be gone 
Before the flood
The dam will break
And release the blood

Been living on borrowed deeds 
And on stolen beliefs
Been lying to quench my thirst
The wants of a thief

My judgment is sure to come
I know what I am
But justice can never be
Cause I’m sure to be gone

And after there’s disbelief
Just an empty black hole
Indifference is all that’s left

After all that I stole
Soon I’ll be goneI leave my legacy


* Título como que gritado e com termo carinhoso, para ajudar a criar afinidade com os leitores e passar-lhes a ideia de que estou mesmo contente e coiso e tal. No fundo, é só uma forma deslavada de lhes dar música. Citando o POC, esta foi para perder mais uns quantos leitores.

02/12/2012

Pulguita

Pulguita - Kolme