18/05/2012

Permanente estado líquido


Corri o dedo pelas lombadas dos livros
dispostos na ordem do acaso, separados em grupos
pela estreiteza das prateleiras,
à procura nem eu sei bem de quê.
O meu dedo parou na grossura do livro
verde que me deste, um diospiro amadurecido
pela luz dos olhos que o leram.
No canto superior direito da segunda página,
o teu nome rabiscado a lápis,
desenhando a tua imagem perfeita que ecoa
ainda a modulação da tua voz.

Abracei-te no livro,
correram livremente imagens soltas,
em estado líquido,
e palavras e pedidos
e promessas.

3 comentários:

  1. Um livro pode não só ser especial no seu conteúdo, pode também ser especial pelas mãos de quem nos chega!

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    1. Esse comentário merece ser elevado a entrada no blogue (achas que o POC se aborrece se eu lhe roubar a ideia? :)!
      É mesmo isso.

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    2. Acho que não, ele não tem nada que opinar lol
      Mas obrigada.

      Ps. Tu não tens um endereço de e.mail aqui do blog? Gostava de te mandar uma coisinha. (se tiveres manda por mensagem num dos locais que temos em comun ;) )

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