04/05/2012

A morte de alguém nunca nos compensa da falta que nos fará

valter hugo mãe, "Autobiografia Imaginária", in JL 1079

4 comentários:

  1. Amei!
    É uma merda, de facto, tão simples (ou não) quando isso!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É uma grandessíssima merda!

      A obra ainda está muito longe de crescer e ser maior do que o Rui, pelo menos para mim.

      Eliminar
  2. Valter Hugo Mãe é pragmático, inteligente e coerente. Como sempre toca onde deve da forma mais certa.
    As mortes são docemente banhadas por memórias, palavras, lendas, feitos e legados. Mas a pessoa foi. E com isso a figura pensante, tangibilidade viva, persona... não há herança que a valha.
    Pior ainda quando o "ceifeiro" nos leva com tanta antecedência. Havia tanto por fazer...Fica para sempre o vazio da obra que não fez.
    É triste.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O pior, cara Wendy, é o vazio das palavras que não disse, das conversas que ficaram a meio, dos planos que não se cumpriram, das pequenas coisas que eram importantes, para lá da obra.

      Porque, um dia, o poeta pode chegar à conclusão de já ter dito tudo o que tinha para dizer e a sua obra completa-se. Sobra então o homem que continua a viver e a encher de significado a vida dos que ele deixa que vivam consigo.

      Quando o homem deixa de viver, "a obra é sempre menor do que o indivíduo. Ao menos para quem o perde, é sempre menor".

      Eliminar