08/05/2012

A minha casa

Não sei o que vim fazer a casa. Não sei o que vim fazer aqui. Vim levada por um qualquer impulso de encontrar o que me falta e o que me falta és tu. Não posso não rir com este pensamento que é em si mesmo tão certo como esta necessidade de voltar geograficamente a este lugar e rio porque tentar encontrar-te na minha casa é como querer neve em pleno agosto.
Ainda assim, percorri os quilómetros que se intrometeram entre o lugar para onde fugi – de ti, do passado, de mim –, e o espaço físico que delimita a minha casa, a casa que moldei com as minhas mãos e onde desejei albergar-te. 



[ continua num ficheiro .doc, numa pasta do meu PC ]

16 comentários:

  1. Respostas
    1. Já escrevi.
      Se fores um bom menino, eu deixo-te ler antes de o mandar para a reciclagem. :)

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    2. To: POC
      Subject: livro
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    3. Não sei se aguentas tanto dramalhão junto. :)
      Vou pensar no assunto.

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  2. Escreves-te um livro? :o
    O POC de vez em quando até diz coisas de jeito :)

    É irritante porque é que mesmo sabendo que não vão lá estar, somos impelidas a voltar "a casa"!

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    1. Não, escrevi um par de páginas que mandei para um sítio. Só isso.
      O POC é um exagerado, mas tem bom coração e, claro, é fofinho. ;)


      Neste caso, nunca esteve, nem lá pode ir, não tem como. Mas regressar a casa é preciso, afinal, é o nosso espaço, não podemos fingir muito tempo o que não somos.

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  3. Sim, claro! Não há melhor sensação do que voltar a casa, voltar ao conhecido,voltar ao que era normal e confortável. Mas a sensação de que poderão lá estar, mas no fundo sabemos que não vai acontecer...

    No fundo é um coração mole, e fofinho x)

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    1. Esta é a única resposta que tenho para ti, tudo o mais é demasiado autobiográfico para te poder explicar com clareza.

      "A tua presença manifesta-se pela tua não presença, tu não estás aqui, vieste comigo. Sou eu que te levo para todo o lado, mesmo quando quero fugir de ti. Sou eu que guardo nas mãos os pedaços do que não foi e eu quis tanto que tivesse sido. Sou eu que te prendo, que te enlaço, que te teço na pele, que te fundo nas veias, que te respiro e imprimo em mim. Sou eu que tenho como futuro um pretérito mais que perfeito, porque o futuro não existe e foi vivido todo no presente que passou."

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    2. E com isto me retiro, porque foi respondio :D

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  4. Se me voltam a chamar de fofinho, é desta que encerro o tasco.

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  5. (umas vezes consigo fazer "Responder", outras, como agora, não)

    Em relação a todo este texto, move on.
    Em relação ao encerramento do tasco, sim, antes fechar este que o meu! Olhá_gora...

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    1. Em relação ao texto, já avancei. :)
      Em relação ao encerramento do tasco, tu livra-te!

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    2. UuUuU que medo, o POC a fazer ameaças, eu tinha cuidado :)

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  6. Talvez seja um início (cativante e prometedor)
    Ou
    Talvez seja um fim (perdurante na memória)


    De blog em blog vim aqui parar
    num espaço (mutiverso) interessante
    onde a palavra (tua) parece merecer mais espaço


    Bjo.

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    1. Era um início a caminhar a passos largos para o fim. Isso ou as palavras não chegam para os pensamentos desconexos que se espraiam na minha mente.

      Seja muito bem-vindo. :)

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