15/04/2012

Nem a taça liga



Gosto de ir ao estádio ver futebol. Sempre gostei, sempre hei de gostar.
Não gosto de ver jogos sem alma. Ontem vi um.
Basicamente, e na minha humilde opinião, esta final foi tirada a papel químico da anterior, até nos festejos emocionados dos jogadores quando acabou.. Sério, pensei que fossem sucumbir com tanta emoção, aquilo foi muito grito, muito abraço, muito estático, como grande parte do jogo.

A noite correu muito bem, connosco a chegarmos em cima da hora ao estádio, depois de andar a suar as estopinhas para arranhar um lugar para o carro. As nuvens negras não auspiciavam tranquilidade, embora mantivéssemos a secreta esperança de o dilúvio se dar quando já estivéssemos dentro da arca. 

Na porta em que entrei, só havia uma assistente a apalpar as raparigas (digo, revistar), obviamente do lado contrário ao que estava, pelo que saí de uma fila, para me enfiar noutra e esperar... Foi no exato momento em que eu estava quase a chegar à revista que os torniquetes decidiram avariar e a chuva cair. A gabardina salvou-me de desgraças maiores, mas o pé esquerdo não se livrou de uma humidadezinha refrescante.

Começaram os empurrões, os gritos, ninguém sabia o que se passava, a hora do jogo a chegar e nós ali a ser regados abundantemente. Para evitar males maiores, que há sempre mal formados em todos os lugares, abriram as portas e deixaram toda a gente entrar, sem revistas, sem verificar bilhetes.

Moral da história: festejou-se mais na bancada que em campo (acho que já tinha dito), mas soube a fel. 

O melhor de tudo foi a música escolhida para animar a malta, mal soou o apito final: Someone like you, dela mesma, a Adele. Não há condições!

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