02/04/2013

Estranhas formas de acordar


Hoje acordei com o desapego colado às mãos. Pentear os cabelos e compor a roupa não chega para me consertar por dentro. Tão certo como as sardas do meu nariz que estou partida. O que tenho não é suficiente para contentar ninguém. Debotou a cor dos meus vestidos, gastou-se o verniz dos sapatos. Largar sem pegar, assim é todas as vezes.
Que pena, tinha tanto potencial para ser aquilo que não é.