04/04/2012

Do que tens medo?

da rotina, do que nos mata,
porque a vida não se escreve como os livros,
porque há a burocracia que afoga o sonho
e somos apenas homem e mulher
e peças soltas sem encaixe.
é preciso uma casa para viver.
aqui, ali, quem vai, quem fica?
viver de quê?
a máquina do amor a ficar perra,
tu já não és tão perfeita
e eu já não sou tão interessante.
mais papéis, mais decisões
e a tela a ficar manchada
e o calor a esfriar...
o que é o futuro?
deixa-me viver-te inteira nas poucas horas que nos restam.
aqui está bom, agora está bom.
és tão perfeita e eu sou-te irresistível,
abraça-me por dentro,
fica comigo para sempre, enquanto este dia durar,
não me deixes, não deixes que vá,
abraça-me e conta-me os teus planos.
eu sou doido, tu és doida, sê doida comigo
porque aqui somos doidos
e ninguém saberá que o fomos.




[o tempo continua a passar,
ainda parece que foi hoje]

13 comentários:

  1. Respostas
    1. Prevenindo qualquer hipótese de sobre-interpretação, isto foi escrito há muito tempo. ;)

      Eliminar
  2. "abraça-me por dentro (...) não deixes que me vá (...)"
    perfeito... mesmo não o sendo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Foi perfeito, se pensarmos que perfeito quer dizer acabado, completo.

      Eliminar
  3. wow, muito bonito, gostei :)

    ResponderEliminar
  4. Boa noite. Estava à procura duma rapariga simples (de top, portanto). Alguma?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A rapariga está a responder a um email de um fã destrambelhado. Já volta.

      Eliminar
  5. Fã destrambelhado? Isso é por já de parte. É ignorar.

    ResponderEliminar