23/03/2012

You better believe it was something you said*


Descobri a solução perfeita para não te sentir a falta. Penso-te em abstrato, remeto-te à perfeição do mundo das ideias (aquele mundo onde estão as cadeiras por onde divagámos), penso-te em nome+apelido e substituo-te as feições pelos contornos dos teus livros.

Tornas-te assim só mais um no panteão dos ilustres e és branco, amarelo, avermelhado, pintado nas cores das imagens que envolvem as tuas letras. 




Este é um bom exercício de distanciamento que falha quando penso em marroquinarias, em puro chocolate negro, em croissants de chocolate aquecidos cortados em metades e caminhadas e pizzas de frango e atum e no mar e nas gaivotas e em garrafas de vinho tinto e outros nadas que me fazem lembrar que tinhas um nome sem apelido e um timbre de voz característico, que te rias de uma certa forma e que a tua imagem continua bem definida.





*verso da música "Lust Condemns", dos Mob of God

1 comentário:

  1. O tempo vai passando e as lembranças vão deixar de ter tanta importância... **

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