30/11/2011

Quando a ficção é só isso, ficção, experimenta-se a libertação



- Tu non hai mai conosciuto Nicola.
- Vostro cognato?
- Sì, il fratello di mio marito. Ho passato con lui tutta la vita. Stava con me anche quando non c'era. Nella mia testa io dormivo con lui e con lui mi svegliavo la mattina. Tutti questi anni non ho mai cessato di amarlo. E' stata una cosa bella, ma insopportabile. Gli amori impossibili non finiscono mai. Sono quelli che durano per sempre. *
 Nonna, nel film Mine vaganti'(2010)

 Não é segredo para ninguém o que tem alimentado este blogue desde o início, uma história que correu mal (mais certo é dizer que nem correu, talvez se tenha apenas arrastado) e que deixou um sentimento que parecia não ter forma de desaparecer.

Nos últimos meses, apavorou-me a ideia quase certa de que teria de sofrer isto a vida toda. Cada vez que pensava estar perto de me libertar descobria estar apenas mais embrulhada.

Há algum tempo atrás, poderia dizer que esta citação me definia, agora já não. No dia em que vi o filme e vi esta cena, ela não foi mais do que uma cena, um pedaço de ficção que já não tem eco na realidade.

Acho que isso quer dizer que estou livre.




*
- Tu não chegaste a conhecer Nicola.
- O seu cunhado?
- Sim, o irmão do meu marido. Vivi com ele toda a minha vida. Estava comigo mesmo quando não estava. Na minha cabeça dormia com ele e com ele acordava de manhã. Todos estes anos não cessei de o amar. Foi uma coisa bonita, mas insuportável. Os amores impossíveis nunca acabam. São aqueles que duram para sempre. 


5 comentários:

  1. Eu vi este filme há pouco tempo...

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  2. Se és livre só tu o saberás...mas também sabes que não o serás apenas por o pensar:)

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  3. Nesse caso, ganha asas e voa!!! ;)

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  4. Fico contente por ti! De facto, nada é eterno!! E ainda bem! :))

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  5. A partir de uma dado momento, passa a ter a ver com a sobrevivência, além de que insistir muito tempo em algo assim, é sinal de burrice. E eu contra mim falo ;)

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