14/05/2009

Eu olho a cidade... e tu?


erdida nas janelas da alma, olho as cidades sem tempo...

Mentira, num olho, num olho, na verdade verdadeira verdadinha vejo apenas árvores pois que moro na aldeia; no entanto, achei que era bonito cantar um bocadinho antes de escrever, até porque não faço a mínima ideia do que vai sair daqui!

Ideias profundas não há, a frase do blog anterior esgotou-me a inspiração, pelo que estou assim com'ó deserto quando o calor aperta e o vento sopra, arrancando os frágeis arbustos e fazendo-os rolar pelas cidades abandonadas do Faroeste... não vejo bem qual é a causa-efeito entre desertos e faoestes, mas voltámos às cidades, donde tomo como certo ser o indício de qualquer coisa...

Cidades.

Divaguemos sobre elas.
Pensemos sobre a sua importância.
Temos As Cidades e as Serras, mas a serra agora só nas festas do Natal e Fim de Ano, porque a malta é fina e gosta de coisas à grande.
Preferíamos todos Praia! Quem mandou descontrolar o Planeta? Agora apertem-se, agasalhem-se e não saiam de casa sem chapéu-de-chuva.

Cidades.
Eu gosto de cidades.
Cidades abertas, com movimento, com rio...
Gosto da Figueira, gosto de Roma e gosto de Lisboa (esta enumeração não ficou lá grande coisa, mas foi o que se pôde arranjar!)

Cidades - Lisboa.
A Capital sempre me fascinou.
Representava um Portugal muito mais à frente daquele que conhecia, vivendo na minha aldeiazinha.
Representou o meu grito do Ipiranga.
Representou a minha definitiva emancipação.
Representou 6 anos da minha vida.
Representou uma Formação que me serviu apenas para me moldar e me abrir os olhos ao mundo...

Lisboa - 10 anos depois.

Representa hoje ainda mais do que representou no meu passado recente.
Representa um mar de oportunidades, de novas experiências, de novos desafios.

Lisboa - A visita.

Cada vez que lá volto, é como se nunca lá tivesse ido.
Cada vez que lá volto, alguma coisa acontece.

Lisboa.

Continua a exercer em mim o mesmo fascínio de sempre.
É parte de mim, inseparável de mim...



Melhor parar por aqui, as ideias estão a dispersar-se... não sei muito bem onde comecei, nem onde fui acabar...

Perdida nas janelas da alma, olho as cidades sem tempo... ("Aqui tão perto de ti" in Tudo é para sempre, DonnaMaria)

29 Maio 2008

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