07/05/2019

Depois do sol

um pouco de chuva -- para refrescar as ideias.

03/05/2019

Casamento

Perdi a paciência toda para casamentos. Não sei por que me meti neste.

30/04/2019

Não sei

Não sei como era a minha vida antes. Antes de deles, antes deste nós tão bom que não me dá vontade de pensar muito. Não sei e nem é, sequer, relevante.

23/04/2019

O que ele ri com as bolas de sabão

É uma alegria imensa.


10/04/2019

Inspiração

Rooting for you - London Grammar

09/04/2019

Dúvida

Não havendo nada de muito negativo a acontecer e não havendo vontade de chafurdar na lama dos desgostos passados, o que sobra para tema de escrita? 

08/04/2019

28/03/2019

Laura Makabresku



És como um ramo de flores à volta dos meus olhos, para não ver o negro do mundo.

25/03/2019

O tempo esquece tudo

De repente, o passado estranha-se. Está já tão longe, tão remoto na memória que só um exercício rebuscado de reflexão o pode resgatar - não por inteiro, partes, resquícios, fragmentos. Mais que perfeito, finalmente arrumado para não voltar a interferir no futuro. 

21/03/2019

O grande mistério que há na luz do dia



Assim que te despes - Cristina Branco
poema: David Mourão-Ferreira

Assim que te despes
As próprias cortinas
Ficam boquiabertas
Sobre a luz do dia

Os teus olhos pedem
Mas boca exige
Que te inunde as pernas
Toda a luz do dia

Até o teu sexo
Que negro cintila
Mais e mais desperta
Para a luz do dia

E a noite percebe
Ao ver-te despido
O grande mistério
Que há na luz do dia

12/03/2019

Homem

não me espartilhes em comemorações vazias
pequenas cedências da tua masculinidade intocável
um par de calças condescendido por saberes que todos
os outros nos armários serão inequivocamente teus

não me chames «mulher» como se fosse um insulto,
sintoma de doença nervosa, quando pensas em segredo
que «as mulheres permaneçam caladas» onde quer que
seja o seu mundo – novo ou antigo, doméstico ou laboral

não me endeuses, não me pendures nas paredes,
nem me assentes em pedestais – sossegada, quieta,
inofensiva, agradável à vista dos teus amigos que fumam
charutos e bebem uísques com sabor a misoginia

não me dês flores nem atenções vazias em dias
marcados no calendário, como se fossem pílulas
douradas, da prescrição masculina contra a histeria,
suplemento vitamínico do sexo fraco

não aceito ser reduzida a um dia. quero o ano inteiro
para ser a mulher que sou eu, quero as mesmas
oportunidades, as mesmas lutas, a mesma retribuição do

meu trabalho, apesar do género que trago marcado no corpo